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Coronavírus: entenda por que os leitos de UTI estão sob pressão no ES

Neste domingo (5), a taxa de lotação das UTIs na região Metropolitana de saúde chegou a 89,8%

Publicado em 06/07/2020 às 16h57
Atualizado em 06/07/2020 às 18h07
Novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com respirador no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra.
Leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com respirador no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra. . Crédito: Reprodução/TV

A pressão sobre os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados ao tratamento de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus no Estado pode ter relação com a redução do índice de distanciamento social, o aumento dos casos confirmados nos municípios do interior e à chegada do inverno.

A análise foi feita pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e pelo subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, na tarde desta segunda-feira (6). Neste domingo (5), a taxa de lotação das UTIs na região Metropolitana de saúde chegou a 89,8%. A ocupação média no Espírito Santo está em 86%.

Nésio Fernandes

Secretário de Saúde

"Havia uma tendência de estabilização dos casos da Grande Vitória e ainda uma curva crescente de casos bem acelerada no interior. A tendência de estabilidade poderia ser rompida pela redução de isolamento social e a chegada de um clima mais ameno que poderia favorecer o surgimento de mais doenças respiratórias"

Ao confirmar o aumento da ocupação de leitos, o secretário destacou que a rede hospitalar do Estado tem capacidade de funcionar como uma unidade e que por isso, quando há lotação nos hospitais do interior, os pacientes podem ser transferidos para leitos disponíveis na Grande Vitória ou para qualquer região com estrutura de atendimento. Segundo ele, a estratégia de expansão de leitos adotada no mês de março tem apresentado resultados positivos.

“Nós tivemos tivemos três dias seguidos de crescimento da ocupação de leitos hospitalares, o que levantou um alerta a todos os nossos serviços de saúde porque pode representar sim, um aumento da pressão assistencial. No entanto, hoje nós estamos muito tranquilos e seguros de que a estratégia foi muito acertada e conseguiu acompanhar a evolução de cada período da pandemia”, declara.

De acordo com o secretário de Saúde, o Estado disponibiliza de 693 leitos de UTI exclusivos para tratar pacientes confirmados com a Covid-19. Na fase final do programa de expansão, o número pode atingir a marca de 820. Quando contabilizados os leitos de enfermaria para o mesmo tipo de tratamento, a oferta pode chegar entre 1.600 a 1.800 leitos totais.

“Essa expansão é muito robusta porque ela preserva a oferta de leitos de UTI para outras doenças e consegue garantir uma expansão de leito com uma tecnologia altamente qualificada de um leito que tem de fato recursos permanentes não a leitos improvisados. O Estado não colapsou e garantiu acesso ao leito hospitalar aos pacientes que necessitam”, afirma.

ÍNDICES ALTOS EM JUNHO

Vale lembrar que no último dia 10 de junho, a taxa de ocupação de leitos de UTI atingiu a marca de 85,57%. À época, dos 610 leitos de UTI disponíveis, 522 estavam ocupados. Já as enfermarias registravam 68,93% de ocupação, com 457 leitos  preenchidos dos 633 disponíveis.

No dia 4 do mesmo mês, o primeiro recorde indesejado foi registrado. O Espírito Santo tinha alcançado o maior índice de taxa de ocupação de leitos de UTI para a Covid-19: das 572 vagas de terapia intensiva oferecidas pelo SUS, 487 estavam preenchidos, ou seja, 85,14% recebiam pacientes com o quadro mais crítico da doença.

A taxa de ocupação de leitos de UTIs é o fator determinante para que o governo do Estado decrete o início das medidas de risco extremo, similares ao lockdown. Para chegar a isso, seria preciso que a taxa ultrapassasse a marca de 90%.  Neste caso, o governador Renato Casagrande explicou que haverá restrição na circulação de pessoas a partir das 21h e multa para quem não seguir as regras.

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