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Publicado em 27 de janeiro de 2025 às 21:50
A realização de um sonho se tornou em pesadelo para um casal recém-casado. Os dois, moradores da Serra, encontraram a casa do jeito que desejavam para começar a vida a dois em Vitória. Logo então começaram o processo de consórcio da carta de crédito e chegaram a pagar R$ 20 mil, mas tudo não passava de um golpe. O homem que auxiliou as vítimas e se dizia vendedor de consórcio de uma empresa na Capital, na verdade, usou o dinheiro para viajar. >
Os dois começaram a desconfiar na manhã de sexta-feira (24) quando procuravam informações sobre a empresa VKN, onde o suposto golpista chegou a trabalhar. No meio da pesquisa, encontraram uma ação extrajudicial que impossibilitava a venda de cartas de consórcio desde o dia 13 de dezembro de 2024. Porém, o casal havia feito uma transferência via Pix para o suposto negociador, no dia 24 do mesmo mês. >
“Iniciamos (a compra) com a empresa e ele foi demitido porque os funcionários, os donos, descobriram o que ele fazia com outros clientes. Só que (ele) não nos comunicou. Ele usou o nome da empresa e já tínhamos visitado a empresa e a casa, por isso acreditamos em tudo. Não sabíamos que ele tinha sido mandado embora e por isso efetuamos o pagamento”, explicou uma das vítimas, que não quis se identificar.>
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Mulher, que foi víti,a e não quis se identificarQuando conseguiram contato com os proprietários da empresa, foram informados que a casa realmente existe. O imóvel está à venda pelo valor passado a eles, entretanto, não era negociado pelo suposto vendedor.>
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“Ou seja, não havia contrato, não havia nada, ele forjou tudo. O dono entrou em contato com ele, mas em nenhum momento ele assumiu e foi sustentando (a história) até hoje. Ele disse que o dono tinha rixa com e tentava ferrar com ele, mas o responsável foi mostrando tudo com provas, pegou meu WhatsApp, apresentou conversas com clientes”, contou a vítima. >
Para tentar resolver o problema, o casal marcou um encontro no trabalho da mulher. De frente com eles, conforme as vítimas, o homem confessou e se defendeu contando que usou metade do dinheiro para pagar um tratamento de saúde para a mãe. A outra parte foi gasta em viagem com a filha dele. >
Segundo as vítimas, ele falou não ter sentido remorso em momento algum. Ainda propôs reembolsar o homem e a mulher devolvendo R$ 10 mil a cada 15 dias.>
A sugestão não foi aceita, tanto por não confiar quanto por descobrir mais mentiras. Em contato com a mãe dele, eles descobriram não existir nenhuma doença. >
“Ela disse que não existe esse tratamento, que ela nunca esteve doente, que ela é faxineira e paga a escola da filha dele (neta). E foi isso, perguntamos se não tinha consciência pesada e ele disse que não. É como se a gente tivesse feito um empréstimo para ele as em momento nenhum efetuamos”, contou a mulher.>
Em nota, a empresa disse também é uma vítima dessa situação criminosa, e não teve qualquer participação e relação com a negociação fraudulenta realizada pelo vendedor, que era um prestador de serviços recém-contratado. Veja nota completa abaixo.>
Veja nota completa da empresa
A empresa do meu cliente também é uma vítima dessa situação
criminosa, e não teve qualquer participação/relação com a
negociação fraudulenta realizada pelo vendedor, que era um
prestador de serviços recém-contratado.
Inclusive, foi
rescindido o contrato de prestação de serviços no momento de
ciência dos atos ilícitos.
Imediatamente após tomar conhecimento, após a consumidora fazer
contato e informar como havia sido toda a negociação e que havia
feito o pagamento diretamente na conta do prestador de serviços,
a empresa alertou se tratar de uma conduta proibida, ilegal e
que o contrato não tinha validade, haja vista que a
administradora do consórcio não tinha ciência de nada e nem
existia qualquer termo de contrato.
Isso com base nas próprias
provas que a consumidora apresentou, ou seja, de pagamentos
realizados diretamente para o vendedor/prestador de serviços,
sem a prévia assinatura de contrato de consórcio, tendo todos os
fatos acontecidos em ambientes externos, sem supervisão ou
participação que qualquer pessoa ligada à empresa.
Após isso, a consumidora foi orientada a procurar a autoridade policial e informar o ocorrido, haja vista que tinha sido vítima de um golpe do vendedor, que se passou como representante direto da administradora de consórcios, contudo, não tem qualquer contato ou relação com ela.
Destaca-se que a empresa dos meus clientes não compactua com práticas ilícitas de nenhuma forma, e quando toma conhecimento de algo contrário ao que estabelece o Código de Defesa do Consumidor toma imediatamente as providências legais para proteger e respeitar os direitos dos consumidores e punir quem agiu de forma ilícita.
Meus clientes estão à disposição das autoridades públicas para colaborar no que for necessário para punir os que agem contra a Lei.
A reportagem de A Gazeta demandou a Polícia Civil para detalhes do caso. A reportagem será atualizada quando houver resposta.>
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