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Cachoeiro: motoristas cobram medidas contra acidentes na Curva da Morte

Pessoas que trabalham às margens da ES 164 e motoristas que utilizam a rodovia pedem que o governo implante uma área de escape no trecho

Cachoeiro de Itapemirim / Rede Gazeta
Publicado em 06/08/2021 às 20h50
Mureta quebrada no trecho conhecido como
Mureta quebrada no trecho conhecido como "Curva da Morte". Crédito: Diego Gomes/TV Gazeta Sul

Uma curva em meio a uma serra íngreme no distrito de Vargem Grande de Soturno, no interior de Cachoeiro de Itapemirim, é conhecida na região Sul do Espírito Santo como a Curva da Morte. O nome dado por motoristas ao trecho na ES 164 revela o desfecho dos graves acidentes. Quem trabalha e utiliza a rodovia cobra que o governo implante uma área de escape para evitar tragédias na região.

Na última terça-feira (3), o caminhoneiro Isaías Conceição Costa, de 39 anos, morreu preso às ferragens do caminhão, que estava carregado com chapas de granito, após derrapar na pista molhada, na altura da curva, e bater em outros dois veículos. O caminhão foi parar dentro de uma serraria de mármore e granito.

“Estávamos perto ali da serraria quando o caminhão desceu. Se ele não tivesse batido na pedra, nos atingiria. Enquanto eles não se mobilizarem para poder resolver o problema, enquanto o DER não ver isso, não vai parar. É preciso implantar uma caixa de areia ou radar, se não, não adianta”, afirma a auxiliar administrativa Priscila Rodrigues.

Corpo de Bombeiros realiza desencarceramento de motorista de caminhão em acidente em Soturno, Cachoeiro de Itapemirim. Crédito: Thales Rodrigues | TV Gazeta Sul
Corpo de Bombeiros realiza desencarceramento de motorista de caminhão em acidente em Soturno, Cachoeiro de Itapemirim. Crédito: Thales Rodrigues | TV Gazeta Sul

A ES 164 liga Cachoeiro a Vargem Alta, na Região Serrana. A rodovia possui radares e placas informando que a descida íngreme é perigosa. Mas, para o eletricista industrial Laudilino Brito, que passa com frequência pelo local, isso não é suficiente.

“Quando eu subo fico com medo de vir um caminhão desgovernado e nos atingir. Quando tem um veículo descendo e escutamos uma buzina, já saímos da frente porque é um caminhão descendo sem freio. Aqui não adianta radar, mas sim colocar uma caixa de brita”, disse Laudilino Brito.

ÁREA DE ESCAPE

Por conta do ponto perigoso, em 2017, o Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado do Espírito Santo (DER) convidou um engenheiro especializado em trânsito e autoridades dos dois municípios que cortam a rodovia para tentar criar áreas de escape.

A ideia era colocar duas caixas de brita a alguns quilômetros do ponto e os motoristas que perdessem o controle da direção, teriam uma espécie de "acostamento" às margens da via para tentar evitar acidentes graves. A intervenção nunca saiu do papel.

Procurado pela reportagem, o órgão informa que o termo de referência, para contratação de estudos para implantação de rampas de escape na ES 164 e em outras rodovias, ainda está em elaboração. O DER reforça que o trecho da rodovia está bem sinalizado, inclusive conta com redutores eletrônicos de velocidade, e orienta que os motoristas trafeguem no limite de velocidade e respeitem as normas e sinalizações de trânsito.

Com informações de Priciele Venturini, repórter da TV Gazeta Sul

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