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Caça da Marinha do Brasil realiza treinamentos em Vitória

Caça da Marinha do Brasil realiza treinamentos em Vitória

Em pelo menos duas oportunidades, um A-4 Skyhawk sobrevoou a região do Aeroporto da Capital e chamou a atenção de moradores pelo som estridente; veja vídeo

Publicado em 12 de março de 2026 às 14:07

Modelo em questão é um A-4 Skyhawk, que fez ao menos duas passagens pela Capital na manhã desta quinta-feira (12)

Quem mora nos arredores do Aeroporto de Vitória (e não apenas próximo) fatalmente escutou um som estridente, bem diferente dos habituais vindos da região do terminal aeroportuário. Na manhã desta quinta-feira (12), em pelo menos duas oportunidades, um caça realizou passagens pela região e despertou olhares aos céus em busca da aeronave.

O avião em questão é um "velho conhecido" dos capixabas: trata-se de um A-4 Skyhawk, modelo de ataque leve e interceptação operado pelo 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1). Em outras oportunidades, como em junho de 2024, o caça realizou treinamentos de "low pass" (passagem baixa) e também toque-arremetida, quando a aeronave toca ou se aproxima da pista e sobe em alta aceleração.

Aviação
O caça A-4 Skyhawk é um dos modelos de interceptação e combate operados pela Marinha do Brasil Crédito: Divulgação/Marinha do Brasil

Segundo a Marinha do Brasil, os "rasantes" fazem parte dos treinamentos programados para manter a capacidade operacional dos pilotos e realizar exercícios de defesa. Por ter operado na pista antiga do Aeroporto de Vitória – cabeceiras 06 (em direção ao Shopping Mestre Álvaro) e 24 (em direção ao Parque Pedra da Cebola) –, as ações não interferiram nos pousos e decolagens, realizados na pista nova (02 - próximo à orla de Camburi e 20 - sentido Boa Vista II).

Perto do fim?

Apesar de impressionar quem vê e escuta o A-4 Skyhawk, o equipamento em questão se aproxima dos últimos anos a serviço do país. As aeronaves são antigas, tendo sido adquiridas em 1998 junto ao governo do Kuwait para operações em porta-aviões. Ao todo, 23 deles foram trazidos do Oriente Médio para integrar o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque, posicionado na Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia (RJ).

Por ser um modelo que já não é mais produzido, a manutenção e reposição de peças e componentes tornam-se mais difíceis e onerosas. Estima-se que o teto operacional dos exemplares ainda em utilização seja em 2030, mesmo com as modernizações já implementadas ao longo dos anos.

Além disso, o Brasil passa por um processo de atualização e modernização da frota de combate, com a implementação dos F-39 Gripen, produzidos em uma parceria entre a fabricante da Suécia e a Embraer. Até o momento, a Força Aérea Brasileira já conta com 11 caças supersônicos de um total de 36 previstos para serem entregues até 2032.

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