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"Ainda não é o momento de debater a retirada das máscaras", diz subsecretário do ES

Luiz Carlos Reblin afirmou que as variantes ainda preocupam e que respeitar os protocolos básicos evitam a transmissão da Covid-19

Publicado em 14/09/2021 às 09h47
Pessoas de máscara; homens e mulheres; Covid-19; coronavírus
Subsecretário afirma que não é momento para debate sobre retirada de obrigatoriedade no uso de máscaras. Crédito: Prostooleh/Freepik

No momento em que países como Portugal retiram a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos e que a vacinação vai avançando no Brasil, muitos se perguntam quando isso deve acontecer no Espírito Santo. No entanto, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, declarou, em entrevista à TV Gazeta, na manhã desta teça-feira (14), que ainda não é o momento de debater o assunto por aqui.

Em Portugal, a cobertura vacinal da população chegou a 78% e fez com que as autoridades retirassem a obrigatoriedade do uso de máscaras nas ruas. No Espírito Santo, a cobertura vacinal está em 37,7%. O subsecretário afirmou que, quando chegar na marca de 80%, algumas liberações podem acontecer. Mas, além da marca estar longe, as variantes da doença ainda preocupam.

“Se nós atingirmos 80% da cobertura, assim como alguns países atingiram, é muito provável que a diminuição da circulação do vírus aconteça e aí a liberação de alguns espaços. Mas isso ainda depende das variantes, porque elas podem furar o bloqueio da vacina e continuar com a circulação do vírus. Na nossa opinião, ainda não é o momento de debater a retirada do uso de máscaras”, disse.

Por isso, Reblin destacou que ainda é imprescindível o uso de máscaras, higiene das mãos, distanciamento social e todos os protocolos para evitar a transmissão do vírus. Além da realização dos testes em caso de suspeita. “Isso vai ajudar a combater a doença”, concluiu.

FALTA DE DOSES DA ASTRAZENECA

Na entrevista, o secretário também falou que o Espírito Santo enfrenta a falta de vacinas da AstraZeneca para a vacinação contra o coronavírus. A expectativa é de que um novo lote de imunizante chegue ainda nesta semana, mas, até lá, não há estoque para distribuição aos municípios.

“Nós não temos mais estoque. Só temos o estoque que já está nas cidades, que é a segunda dose que algumas cidades ainda tinham para aplicação. A partir desta semana, dependemos de uma nova remessa que o Ministério e a Fiocruz estão indicando que seja esta semana, ainda não há confirmação. Mas, neste momento, passamos a ter problemas com a segunda dose da AstraZeneca”, afirmou.

Perguntado se, na falta da AstraZeneca, outra vacina pode ser aplicada, o subsecretário foi enfático em dizer que não. Segundo ele, orientações serão passadas aos municípios sobre como atuarem com a falta do imunizante.

“Neste momento, o Espírito Santo não está usando outra vacina para fazer a segunda dose. Estamos no debate da terceira dose e da dose para os adolescentes. Então, a partir de hoje, vamos fazer as orientações para as cidades de como proceder daqui em diante em relação a esse déficit da vacina da AstraZeneca”, destacou.

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