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Agosto é o “mês de transição” da pandemia do coronavírus no ES

Secretaria da Saúde estuda mais flexibilizações sociais e econômicas para setembro, devido à fase de recuperação prevista para as próximas semanas no Estado

Publicado em 03/08/2020 às 15h53
Atualizado em 04/08/2020 às 08h25
Secretário de Estado da Saúde Nésio Fernandes de Medeiros Junior
À frente da Sesa, secretário Nésio Fernandes atualizou a situação da pandemia no ES durante esta tarde. Crédito: Reprodução | TV Gazeta

Devido à atual fase da pandemia do novo coronavírus no Espírito Santo, o mês de agosto é visto como um período de transição pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Nas próximas semanas, a pasta vai estudar a possibilidade da liberação de mais atividades sociais e econômicas, a partir de setembro.

O anúncio aconteceu durante o pronunciamento do secretário Nésio Fernandes, no início da tarde desta segunda-feira (3). Segundo ele, as possíveis flexibilizações acompanham a tendência de queda do número de novos casos de maneira homogênea em todo o Estado.

Nésio Fernandes

Secretário de Estado da Saúde

"É possível que no mês de setembro tenhamos uma situação de recuperação da pandemia no Espírito Santo. Por isso, vamos aproveitar agosto, que é um mês de transição, para estabelecer uma agenda clara de retomada das atividades sociais e econômicas"

Durante a fala, ele não especificou quais mudanças devem ser implementadas a partir do próximo mês, mas afirmou que o Estado caminha “cada vez mais para assumir as politicas de distanciamento social seletivo, com foco no grupo de risco e nos pacientes sintomáticos”, a fim de “definir estratégias de aberturas mais amplas”.

Com esse objetivo, a Secretaria de Saúde vai avaliar os impactos das medidas adotadas em julho, que permitiram uma maior interação social. “Vamos medir o número de casos, óbitos e internações diante dessas flexibilizações. Consequências que serão vivenciadas agora, no início de agosto”, explicou Nésio Fernandes.

Apesar da possibilidade de mais flexibilizações, ele ressaltou que a situação de emergência em saúde pública e que a pandemia não terão terminado em setembro. “Apenas vamos enfrenta-la sob novas condições, em um novo momento. Continuaremos orientados por evidências científicas e pela prudência para proteger vidas”, garantiu.

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