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TecnoAgro tem de cachaças premiadas a carros elétricos para o campo

O evento, realizado pela Rede Gazeta, conta com exposição de produtos e serviços para propriedades rurais, além de uma feira com delícias vindas direto do campo.

Tempo de leitura: 4min
Vitória
Publicado em 09/06/2022 às 17h42
TecnoAgro
Cachaças da Princesa Isabel são premiadas no Brasil e no mundo. Crédito: Fernando Madeira

Já pensou conseguir pulverizar toda a lavoura usando apenas um drone? Ou mesmo ter uma caminhonete 100% elétrica para transportar carga dentro da sua propriedade? Essas são algumas das possibilidades que a edição 2022 do TecnoAgro tem mostrado ao público em Linhares, no Norte do Espírito Santo.

O evento realizado pela Rede Gazeta nesta quinta (9) e sexta-feira (10) discute as inovações e as oportunidades no agronegócio capixaba. Além de palestras, oficinas e rodas de debate, o espaço - que tem entrada gratuita - conta com exposição de produtos e serviços para propriedades rurais, além de uma feira com delícias vindas direto do campo.

Um dos destaques são as premiadas cachaças Princesa Isabel. A produção, que é feita em Linhares, ganhou o Brasil e o mundo, e já é exportada para os Estados Unidos e para a Alemanha. São vários os rótulos premiados por aqui e no exterior.

A cachaça jequitibá-rosa, por exemplo, foi eleita a melhor do Brasil por dois anos seguidos, além de vencer competições também em Londres e Bruxelas. Outra vencedora é a cachaça amburama, que foi medalha de ouro em Bruxelas.

Segundo Elizangela Lima de Freitas, representante da marca, a produção é totalmente orgânica, sendo vendidas três variações de cachaças: linha pura, linha neutra e linha amadeirada. Além das cachaças, que já são produzidas há 12 anos, a Princesa Isabel também fabrica gin há um ano e se prepara para iniciar a produção de rum.

Programação da tarde na TecnoAgro
EcoPik é um veículo de carga 100% elétrico. Crédito: Fernando Madeira

Outra atração à parte é a EcoPik, uma picape de carga 100% elétrica que promete ajudar a vida dos produtores rurais. O veículo tem 110 quilômetros de autonomia e atinge a carga completa com oito horas.

A capacidade é de 600 quilos, sendo que ele pode alcançar velocidade de até 50 km/h. São veículos que podem ajudar no transporte de insumos, fertilizantes e produtos, por exemplo.

Fabricada pela chinesa Keyu - que terá uma montadora em Cariacica - ela está sendo vendida pela Contauto Caminhões e custa cerca de R$ 70 mil.

DRONES PARA USO NO CAMPO

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Drone da Agro Atlas Brasil. Crédito: Fernando Madeira

A tecnologia está cada vez mais presente no campo. Prova disso é a possibilidade de pulverizar defensivos agrícolas nas lavouras, como pesticidas e herbicidas, usando drones.

A Agro Atlas Brasil, que tem sede em Linhares, já tem pedidos para o Pará, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os equipamentos têm autonomia de dois hectares por voo.

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Equipamento da Drop Drone. Crédito: Fernando Madeira

Já a Drop Drone, que tem sede em Vitória e atua em Linhares, também comercializa o equipamento e o serviço, trabalhando com três modelos, que têm capacidade de 10 a 30 litros de produto.

PRODUTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR

Na feira de produtos do agronegócio capixaba, os laticínios da Queijaria da Fazenda chamam a atenção pelo sabor. São queijos, requeijões e doce de leite, de vaca e búfala.

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Djalma, Gustavo e Letícia, da Queijaria da Fazenda. Crédito: Fernando Madeira

O proprietário, Djalma Soeira, conta que a produção é feita na fazenda, em Linhares. A produção de laticínios a partir do leite de vaca veio primeiro, sendo feita pela família há cerca de 30 anos. Já o investimento em búfalos foi mais recente.

“Apostamos no búfalo porque vimos que o mercado estava necessitado. E tem mais valor agregado, uma boa saída”, contou. Os produtos podem ser encontrados em supermercados de Linhares e Vila Velha, e pelo Instagram @queijaria_fazenda.

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Léo Rodrigues Lima produz alimentos orgânicos em Santa Maria de Jetibá. Crédito: Fernando Madeira

Direto de Santa Maria de Jetibá vieram hortaliças, legumes e frutas produzidas de forma orgânica pelo produtor Léo Rodrigues Lima. Ele conta que a procura tem sido alta por esse tipo de alimento, mais saudável.

“Os mais procurados são os tomates e os morangos orgânicos, que têm muito mais sabor”, afirmou. Os produtos são vendidos em feiras. Às terças-feiras, eles estão no bairro Três Barras, em Linhares e, aos sábados, na feira orgânica de Jardim Camburi, em Vitória.

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Marizete Marin, do Apiário Thomazeli. Crédito: Fernando Madeira

O Apiário Thomazeli, de Jaguaré, trouxe para a feira o mel produzido a partir da florada do café. O produto recebeu durante o evento o Selo Arte do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf). O selo identifica produtos de origem animal produzidos de forma artesanal.

“A gente faz a produção na nossa propriedade e vende em Jaguaré, Linhares e Vitória. A nossa expectativa agora com o selo é poder vender para todo o Brasil”, contou Marizete Marin, proprietária do apiário.

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José Carlos e Cristiany Linhaus, da Agroindústria Kempim. Crédito: Fernando Madeira

Já a família Linhaus, da Agroindústria Kempim, expõe na feira produtos suínos feitos artesanalmente, como linguiças, costela, bacon e lombo defumados.

José Carlos Linhaus contou que os produtos são vendidos em Guarapari, Colatina, Itarana, Itaguaçu, Vila Valério e Afonso Cláudio. Nas redes sociais é possível fazer encomendas pela Instagram @agroindustriakempim.

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