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Hotel Majestic: revitalização tem pré-projeto aprovado e custo de R$ 3 milhões

Os quatro andares do prédio histórico, que será transformado no Centro Cultural Ayalon, serão totalmente revitalizados e devem começar a ser ocupados em julho de 2021

Publicado em 19/09/2020 às 19h00
Atualizado em 19/09/2020 às 19h00
Pré-projeto mostra imagem de perspectiva de como ficará o Centro Cultural Ayalon, antigo Hotel Majestic, no Centro de Vitória
Pré-projeto mostra imagem de perspectiva de como ficará o Centro Cultural Ayalon, antigo Hotel Majestic, no Centro de Vitória. Crédito: Associação Alef Bet/Divulgação

O processo de revitalização do antigo Hotel Majestic segue dentro dos prazos. A previsão de contrato é que o espaço seja reaberto à população como um centro cultural em 2023, mas sua ocupação já deve acontecer no segundo semestre de 2021. Pelo menos, é o que aponta Vanessa Abreu de Souza, gerente de Projetos da Associação Alef Bet.

A instituição judaica, que assumiu o comando do edifício após chamamento público realizado no ano passado, revelou como o espaço será transformado para virar o Centro Cultural Ayalon. O pré-projeto para o imóvel  - cedido pelo Estado por 15 anos para a associação - foi aprovado pela Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger). As obras devem custar R$ 3 milhões.

Os quatro andares do prédio histórico serão totalmente revitalizados e abrigarão parte dos projetos sociais que são tocados pela entidade judaica. Os mais de 1,5 mil metros quadrados da edificação contarão com 3 auditórios, 11 salas multiúso, sala de informática, sala de vídeo, biblioteca e cozinha escola.

Planta do Centro Cultural Ayalon, que ocupará o antigo Hotel Majestic

Planta do Centro Cultural Ayalon, que vai ocupar o espaço do antigo Hotel Majestic
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Planta do Centro Cultural Ayalon, que vai ocupar o espaço do antigo Hotel Majestic
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Planta do Centro Cultural Ayalon, que vai ocupar o espaço do antigo Hotel Majestic
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Planta do Centro Cultural Ayalon, que vai ocupar o espaço do antigo Hotel Majestic
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Quando começar a operar, o Centro Cultural Ayalon oferecerá oficinas e aulas de ensino musical e capacitação de graça à comunidade, além de desenvolver projetos sociais.  Entre as atividades estão oficinas de musicalização, aulas de violão, percussão, oficina de prática oral, oficina de informática aplicada à música, oficinas diversas de sopros e outras oficinas temáticas. Também vão acontecer aulas de culinária, fotografia, artes plásticas e histórias.

A partir de agora, os trabalhos são de desenvolvimento de projeto arquitetônico e detalhes finais, que deverão ser apresentados ao governo do Estado para aprovar as modificações por se tratar de um patrimônio cultural. "O início da obra é muito travado pelo projeto definitivo e pelo dinheiro. Estamos nessa fase de elaboração do projeto final e angariando os fundos para os custos", destaca, Vanessa.

DOAÇÕES PARA A REFORMA

Segundo Vanessa, a obra está orçada em aproximadamente R$ 3 milhões. Para angariar o custeio da reforma, a Alef Bet já está com campanha lançada na internet a fim de conseguir doações. Até agora, todo o trabalho empenhado no Majestic foi voluntário.

"Nós temos o grande desafio de conseguir essas doações para que a reforma seja feita. Temos um montante que já está destinado para isso, mas ainda não temos uma empresa nem parceira que tenha abraçado a causa", explica Vanessa.

O canal de doação é via conta corrente do Banco do Brasil  (agência 1609-8; conta 73779-8; favorecido Associação ALEF BET; CNPJ 24.784.298/0001-36) e a expectativa é que pessoas físicas ajudem no recolhimento do recurso. Segundo Vanessa, a ideia também é seguir nos próximos meses trabalhando para conseguir patrocínios de empresas ou parcerias que possam alavancar o início das obras, ainda sem data confirmada. 

OCUPAÇÃO EM 2021

Apesar de não ter data para o início das obras, a associação espera começar a ocupar o espaço em julho de 2021. Pelo menos, dois dos quatro pavimentos da edificação devem ficar prontos até lá pelos planos da Alef Bet. Eles vão abrigar, conforme diz o pré-projeto, cafeteria, cozinha, despensa e lavabo (no primeiro andar); e recepção, auditório, copa, depósito, banheiros e salas (segundo andar).

O terceiro andar, por sua vez, deve ser redistribuído com biblioteca, depósito, anfiteatro, terraço, banheiros e salas; e o quarto andar, auditório, lavabos, banheiros e salas.

O Majestic foi cedido pelo governo do Estado à Alef Bet por chamamento público no fim do ano passado. Desde o dia 4 de novembro de 2019, o edifício está à disposição, oficialmente, da entidade judaica que pode ocupar o espaço por até 15 anos.

Questionada, a Seger destaca que o pré-projeto foi apresentado pela Alef Bet antes do prazo previsto em contrato e que a proposta já foi aprovada pela pasta. Por meio de nota, a secretaria também informa que o contrato de concessão do Majestic estabelece que as obras de reforma do imóvel fiquem prontas até 2023.

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