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Opinião da Gazeta

Seca, fogo e fumaça no ES: quem não está preocupado deve ficar

Até para os especialistas, o cenário atual está antecipando extremos climáticos que ainda não eram esperados. Pelas estimativas, pelo menos 60% do território do país está sentindo direta ou indiretamente os efeitos das queimadas

Publicado em 12 de Setembro de 2024 às 01:00

Públicado em 

12 set 2024 às 01:00

Colunista

Pancas
Bombeiros atuaram no combate a incêndio no morro da tirolesa em Pancas Crédito: Corpo de Bombeiros
O Espírito Santo é um  microcosmo de um país que está em chamas, resultado de uma seca sem precedentes e de ações criminosas. Em uma entrevista publicada nesta quarta-feira (11) pelo Estadão, o climatologista Carlos Nobre, que é referência mundial em estudos sobre mudanças climáticas, deu uma declaração alarmante: "Estou apavorado. Ninguém previa isso; é muito rápido", sobre a situação ambiental do Brasil neste momento.
Em terras capixabas, o cenário também é desolador. No início de setembro, o Estado foi atingido pelo corredor de fumaça vinda da Amazônia, o que provocou mudança na cor do céu durante vários dias. Isso sem falar nas próprias queimadas: no Espírito Santo, até o último dia 9, foram registrados 425 focos de incêndio, um número 127% maior que o do mesmo período no ano passado.
A baixa umidade e a falta de chuvas são o ambiente propício para esse cenário.  No Espírito Santo, há municípios sem registro de chuvas há 36 dias consecutivos. Mas, como explicou a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Karla Longo, a seca é condicionante, não a causa. A ação humana tem sido a maior responsável por essa tragédia. Nesta terça-feira (10), um homem foi preso por suspeita de provocar um incêndio que destruiu 18 hectares de vegetação em Domingos Martins.
A estiagem é preocupante, com o risco de falta d'água não podendo ser desconsiderado. O governo estadual vai anunciar medidas restritivas do consumo de água pelos setores agrícola e industrial em breve, conforme informação do  diretor-presidente da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Fábio Ahnert, à Rádio CBN Vitória. A situação é emergencial e exige que esse cronograma seja implantado o quanto antes, para evitar medidas ainda mais drásticas de racionamento.
Não são só as atividades econômicas que estão em jogo: a própria saúde das pessoas é colocada em risco sob essas condições climáticas. A catástrofe ambiental tem impactos em todas as esferas da vida, ninguém está imune. Quem não está preocupado ainda precisa ficar.
Até para os especialistas, o cenário atual está antecipando extremos climáticos que ainda não eram esperados. Pelas estimativas, pelo menos 60% do território do país está sentindo direta ou indiretamente os efeitos das queimadas. Não é possível encarar com naturalidade, como se nada estivesse acontecendo ao redor. Não só o combate ao fogo se faz necessário, como a prisão dos criminosos que estão promovendo deliberadamente essa tragédia. Mas, num espectro mais amplo, é preciso mudar a forma como ocupamos este planeta.

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