Retirada de fios emaranhados nos postes: aguardamos muito essa limpeza

Vitória deu início a um mutirão para retirar fios e cabos inativos e clandestinos nos postes, o que há anos vem causando transtornos à população

Publicado em 12/03/2026 às 01h00
Operário diante de material inativo retirado de postes da Praia do Canto
Operário diante de material inativo retirado de postes da Praia do Canto. Crédito: PMV

Desde que o furto de fios de cobre se intensificou na Grande Vitória, no fim da última década, os vestígios desse crime ficaram visíveis nos postes, com fios e cabos abandonados, atrapalhando a visão e o caminho das pessoas. Mas não só isso: com o crescimento de empresas de telefonia, os postes ficaram sobrecarregados, inclusive com cabos clandestinos. Poluição visual misturada com riscos à segurança das pessoas.

Há quase dois anos, usamos este espaço para pedir providências sobre essa situação, ao mostrar um poste com um amontoado de fios e cabos na Enseada do Suá, em Vitória. Meses antes, em setembro de 2023, outro poste carregado de fiação nas proximidades havia sofrido uma explosão e pegado fogo, prejudicando o funcionamento de empresas e órgãos da administração pública localizados na região.

O que continua sendo visto nas ruas exige uma ação organizada de poder público, concessionária de energia responsável pelos postes e empresas, e é isso que a Prefeitura de Vitória anunciou nesta semana, com a meta de retirar pelo menos seis toneladas desse material acumulado até o fim do ano. A ação conjunta teve início no ano passado, com a retirada, segundo a prefeitura, de 3 toneladas no Centro de Vitória.

É uma reorganização esperada da cidade, que precisa se expandir para outros municípios da Grande Vitória. Em uma reportagem que abordava o problema em 2022, a prefeitura alertou que a responsabilidade pelo recolhimento dos fios soltos era da EDP, enquanto a concessionária  afirmava que a manutenção é responsabilidade das empresas de telecomunicação. É importante que tenham finalmente se organizado para resolver o problema. Agora é esperar os resultados e cobrá-los, caso não se cumpram.

Não é só a cidade que fica mais feia, mas os riscos que cercam o acúmulo de fios nos postes. E vale voltar a fazer a reivindicação pela aceleração do processo de aterramento dos fios nas cidades. Há tempo demais se fala nisso, mas pouco se avança. A fiação subterrânea, com o aumento de eventos climáticos extremos, passa a ser um incontestável fator de segurança nas cidades. 

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