Operações bem-sucedidas da polícia no combate ao tráfico merecem ser sempre aplaudidas, principalmente quando são resultados de um trabalho eficiente de inteligência. Nesta semana, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal conseguiram interceptar R$ 200 mil que seriam usados na compra de armas, especialmente fuzis, de traficantes da Rocinha, no Rio. Um arsenal que cairia nas mãos de criminosos de Planalto Serrano, na Serra.
Mais armas, mais dominação territorial. E, consequentemente, mais terror para a população, destinada a conviver com tiroteios e imposições de regras por traficantes. Esses R$ 200 mil retirados de circulação são um montante considerável para as finanças da criminalidade, principalmente quando deixam de ser usados para sua finalidade criminosa original. Esse enfrentamento qualificado do crime é o que contribui para o enfraquecimento dessas gangues.
A isca foi bem deixada: a Operação Fim da Rota foi deflagrada na quinta-feira (26) no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Mas os serviços de inteligência interceptaram informações de que havia um plano para levar o dinheiro ao Rio de Janeiro no dia seguinte.
A estratégia era usar mais de um veículo para despistar a polícia. Três carros foram identificados no cerco, e em um deles o dinheiro estava escondido em uma bolsa de criança. No veículo, estavam uma senhora no banco traseiro e um bebê de oito meses no bebê conforto, justamente para não levantar suspeitas na abordagem.
O que fez diferença foi a informação de qualidade. A ação conjunta, usando os serviços de inteligência dos três estados, permitiu o sucesso da operação. Atualmente, há tecnologia e recursos humanos para se antecipar os passos dos criminosos, criando obstáculos para o tráfico de armas.
Armamento é o que dá poder aos traficantes, e quando as portas são fechadas eles acabam acuados. Quando a polícia está um passo à frente dos bandidos, o sucesso é certo.
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