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Opinião da Gazeta

Estupro coletivo de adolescente é atrocidade contra todas as mulheres

Denúncia da vítima de 17 anos sobre o crime cometido em 31 de janeiro deste ano fez aparecer um outro caso, supostamente cometido por três dos quatro jovens tornados réus pela Justiça na semana passada

Publicado em 04 de Março de 2026 às 01:02

Públicado em 

04 mar 2026 às 01:02

Colunista

Réus por estupro coletivo são procurados pela polícia do Rio
Réus por estupro coletivo são procurados pela polícia do Rio Crédito: Divulgação/Polícia Civil
Enquanto o planeta se assombra com os arquivos Epstein, com toda a rede de influência internacional para a prática de crimes sexuais, é assustador que jovens brasileiros se reúnam para o mesmo fim monstruoso, dadas as devidas proporções, é claro.
O que está sendo contado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre o estupro de uma jovem de 17 anos em um apartamento de Copacabana tem causado os piores sentimentos nas pessoas, sobretudo pela incompreensão: como jovens que estudam em escolas renomadas e deveriam ter algum nível de instrução em suas famílias são capazes dessa atrocidade?
A única certeza é a de que, por mais que avanços tenham ocorrido para a emancipação feminina, a cultura do machismo segue arraigada, mesmo nas novas gerações. Quatro jovens com idades entre 18 e 19 anos foram tornados réus pela Justiça do Rio na semana passada, após denúncia do Ministério Público. E um adolescente de 17 anos também é suspeito e deve responder no âmbito do Estatuto da Criança e do Adolescente. 
Quando cinco jovens se reúnem para agir como predadores de mulheres, é um sinal de que estamos falhando como sociedade, em todos os seus níveis. Até mesmo no âmbito familiar.
Nas redes sociais, pipocam comentários sobre a necessidade de uma participação masculina mais efetiva contra o machismo. Pais que conversem com seus filhos homens sobre a conduta deles com amigas e namoradas. Enfim, que vozes masculinas se levantem com veemência contra esse tipo de comportamento que menospreza a autonomia feminina.
Enquanto não atingimos esse grau de civilidade, o caminho é sempre a denúncia. O medo do descrédito não pode ser uma barreira para as vítimas, e cabe às autoridades o amparo e o empenho investigativo para que a impunidade não seja a regra desses crimes sexuais. Ao denunciar o estupro, a adolescente de 17 anos contribuiu para que outras vítimas rompessem o silêncio e aparecessem. Denunciar não cura a dor de tanta violência, mas é o caminho para que a Justiça seja feita.
Vítimas de crimes bárbaros precisam dessa resposta, inclusive para continuar tendo forças para denunciar. E os criminosos precisam temer as consequências da lei.

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