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Opinião da Gazeta

Número de vereadores: de um lado, a lei; do outro, a falta de bom senso

Dados do Censo 2022 mostram que três municípios do ES terão de reduzir suas câmaras para acompanhar a redução da população; neste ano, pelo menos 18 cidades aprovaram aumento de vagas de vereadores, dentro da regra constitucional

Publicado em 20 de Julho de 2023 às 01:00

Públicado em 

20 jul 2023 às 01:00

Colunista

Camara de Mantenópolis é uma das que vai perder vereadores
Camara de Mantenópolis é uma das que vai perder vereadores Crédito: Divulgação
É irônico que neste ano de 2023, após sucessivas movimentações em câmaras municipais para o aumento no número de vereadores (dentro das regras previstas na Constituição, vale ressaltar), três cidades capixabas tenham que reduzir o número de vereadores após as divulgações dos dados do Censo 2022.
AlegreJoão Neiva Mantenópolis tiveram redução populacional que as retiraram da faixa de vereadores prevista na Constituição.
Alegre, com seus 29.177 habitantes, não poderá manter os 13 vereadores que ocupam a câmara municipal, isso porque pela lei é preciso que o município tenha 30 mil moradores para bancar esse número de vagas. Com a população atual, serão 11 vagas permitidas. João Neiva e Mantenópolis, ambas com menos de 15 mil habitantes, terão de reduzir as cadeiras  de 11 para 9.
Um aspecto que mostra que a importância do Censo vai além do direcionamento de políticas públicas: os dados populacionais coletados têm um impacto no próprio funcionamento das cidades. Os três municípios terão de se adequar para seguir a definição constitucional. Os próprios vereadores têm a obrigação de formalizar essa mudança legislativa.
Neste ano pré-eleitoral, pelo menos seis câmaras municipais aprovaram o aumento do número de vereadores para a próxima legislatura: Vila VelhaVitóriaVianaMarechal FlorianoSooretama e Serra. A Câmara da Serra, contudo, aprovou em primeiro turno o retorno ao número de cadeiras anterior, 23, em vez das 25 aprovadas em dezembro de 2022. Mas nada de uma decisão até o momento.
Nenhuma dessas decisões feriu a Constituição, os municípios subiram o número de vereadores dentro da faixa populacional correta. Mas vale uma avaliação se haveria mesmo a necessidade de inflar a máquina pública com mais cargos. A administração pública, em pleno 2023, segue confundindo eficiência com  acúmulo de pessoal. Falta uma visão mais moderna, que alie as reais necessidades dos legislativos municipais a uma estrutura mais eficiente e enxuta.
Há sempre interesses eleitorais, mais vagas significam mais chances de conseguir uma reeleição em 2024.
O Censo 2022 vai forçar a redução de vereadores nas três cidades capixabas. Mas seria realmente interessante que nas cidades em que houve aumento o bom senso partisse dos próprios vereadores.

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