Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Editorial
  • Marco do saneamento é caminho para saúde pública e financeira do país
Opinião da Gazeta

Marco do saneamento é caminho para saúde pública e financeira do país

Regulação do setor para entrada da iniciativa privada ajuda a quitar dívida histórica do país no acesso a água tratada e esgoto e, de quebra, estimula o equilíbrio das contas públicas e a geração de emprego

Publicado em 09 de Dezembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

09 dez 2020 às 05:00

Colunista

Cesan - obras de saneamento
Quase 100 milhões de brasileiros estão fora dos sistemas de esgotamento sanitário Crédito: Divulgação
O ano de 2020 ficará marcado por uma das maiores crises sanitárias da história, mas também poderá ser lembrado no Brasil como o início da quitação de uma das dívidas históricas do país na saúde pública: a universalização do saneamento básico. O novo marco regulatório do setor, aprovado pelo Congresso em junho, estipula metas ambiciosas e, de quebra, tem o condão de resolver outros gargalos brasileiros, sobretudo no pós-pandemia: o equilíbrio das contas públicas e a geração de emprego. E o Espírito Santo tem dado passos na direção certa.
A dívida é grande. Quase 100 milhões de brasileiros estão fora dos sistemas de esgotamento sanitário, e quase 35 milhões não têm acesso à água tratada. Nem metade dos dejetos gerados nos país são tratados. Para chegar a 2033 com 99% de sua população atendida com água tratada e 90% com coleta e tratamento de esgoto, como determina a lei, nada menos do que 24 Estados precisam ampliar os investimentos no setor, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil.
Para se ter uma ideia da dimensão do desafio, o Plano de Saneamento Básico, de 2013, previa metas similares e necessidade de um aporte de R$ 373 bilhões em 15 anos, cerca de R$ 25 bilhões anuais. Cinco anos depois, no entanto, a média anual ficou em torno de R$ 13 bilhões. Se fosse mantido esse ritmo de investimento, apenas São Paulo, Paraná e Distrito Federal bateriam a meta em 2033.
Apesar de ter que dobrar os valores investidos, o Espírito Santo figura entre os entes da federação com melhor desempenho no setor, com 88% da população capixaba com acesso à água e 55% à rede de esgoto, segundo dados mais recentes, de 2018. E prefeituras e Estado têm trilhado um bom caminho para ampliar os serviços com o apoio fundamental da iniciativa privada. Em outubro, Cariacica e Viana concluíram o leilão de PPPs, unindo-se a Serra, Vila Velha e Cachoeiro de Itapemirim, onde empresas já operam o sistema. A Cesan já busca caminhos para incorporar o capital privado, com propostas que incluem até venda de parte da estatal.
O marco legal vem para resolver os dois maiores problemas dos novos prefeitos, de acordo com o primeiro Ranking de Competitividade dos Municípios, lançado em novembro, que são justamente o saneamento básico e o equilíbrio fiscal. A regulação do setor para a entrada da iniciativa privada é algo que já deveria ter acontecido há muito tempo. Primeiro porque obras de esgotamento requerem verbas vultosas, o que nem sempre é compatível com os caixas da administração pública. E também porque, diante de orçamentos apertados, prefeitos e governadores costumam dar preferência para obras mais aparentes, com que possam imprimir a marca da gestão, como creches, pontes e hospitais. Com isso, o acesso a água e esgoto no Brasil exibe patamares medievais em algumas localidades.
Se antes as concessões já eram elemento crucial para equalizar o quadro, agora, com a queda da arrecadação provocada pela baixa na atividade econômica, é um bote salva-vidas. É a chance de tirar o país do atraso secular em um tema transversal, que engloba saúde, meio ambiente e cidadania. Como efeito cascata, traz impactos relevantes na retomada, como a geração de emprego e a economia de recursos públicos, que podem ser destinados a outras áreas prioritárias. O caminho das prefeituras para garantir a saúde, pública e financeira, passa obrigatoriamente pela descentralização dos serviços de saneamento.

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

O médico Marcio Antonio Leite Lima foi conduzido à delegacia na viatura da Guarda Municipal de Vila Velha
Médico é preso em flagrante suspeito de apontar arma para vendedor em Vila Velha
Homem fica ferido após ser esfaqueado em bar de Cachoeiro
Briga de bar termina com homem esfaqueado em Cachoeiro
Pessoas se reuniram no local após acidente que deixou mulher ferida na cabeça em Vila Velha
Mulher é atropelada por bike elétrica em ciclovia na Praia da Costa

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.