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Produção de petróleo da Petrobras cresce 9% no ano mesmo com pandemia

Nos três primeiros trimestres de 2020, estatal atingiu a marca de 2,839 milhões de barris de óleo e gás natural. No terceiro trimestre, a alta na produção foi de 5,4%

Publicado em 20 de Outubro de 2020 às 21:08

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 out 2020 às 21:08
Apesar da pandemia, que levou à redução no consumo global de petróleo, a produção da Petrobras cresceu 9% nos três primeiros trimestres de 2020, atingindo a marca de 2,839 milhões de barris de óleo e gás natural. A empresa ampliou também a produção de combustíveis no Brasil.
Plataforma de petróleo
Plataforma de petróleo Crédito: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem/ Agência Petrobras
No terceiro trimestre, a alta na produção foi de 5,4%, informou a empresa. Em relatório divulgado nesta terça (20), a estatal diz que o desempenho "foi muito bom, considerando-se o cenário desafiador imposto pela pandemia da Covid-19".
O aumento da produção se dá nos campos do pré-sal, que produziram até agora em 2020 um volume 32% superior ao registrado nos primeiros nove meses de 2019. A Petrobras estima superar ao fim do ano o limite superior de sua meta de produção, que é de 2,7 milhões de barris de petróleo e gás.
O resultado reflete o início das operações do campo de Atapu e a melhoria operacional de quatro plataformas no campo de Búzios, a maior descoberta de petróleo do país. Ambos estão localizados no pré-sal.
A empresa diz que a produção acima do esperado não vem resultando em estoques excessivos, apesar da redução da demanda global. "Pelo contrário, temos trabalhado com estoques inferiores aos do período pré-Covid graças à maior integração entre produção, refino, logística e comercialização."
No terceiro trimestre, a Petrobras assinou contrato de venda de 3 campos de petróleo em águas rasas e 37 campos terrestres, como parte de seu programa de desinvestimentos, que prevê foco cada vez maior no pré-sal.
Além disso, concluiu a venda de suas participações em dois polos produtores na Bacia de Campos, um no Espírito Santo e dois campos no Rio Grande do Norte, que representaram uma receita de US$ 437 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões, pela cotação atual).
Desde março, com a nova perspectiva de preços dos petróleo após a pandemia, a Petrobras hibernou 63 plataformas de produção instaladas em campos em águas rasas.
Com a retomada do mercado doméstico de combustíveis, a empresa diz ter atingido no terceiro trimestre um fator de utilização de suas refinarias de 83%, contra o piso de 55% em abril. A produção de combustíveis foi 17,8% superior à do segundo trimestre.
A produção de derivados de petróleo nas refinarias da estatal registra crescimento de 6,6% quando comparada com o terceiro trimestre de 2019, antes da pandemia. O plano de desinvestimentos prevê a venda de 8 das 13 unidades de refino da empresa.
No terceiro trimestre, a Petrobras exportou 983 mil barris por dia, 2,2% a mais do que no segundo trimestre e 22,7% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Em setembro, foi batido novo recorde de exportação de petróleo, com 1,06 milhão de barris por dia.
A empresa divulgará seu balanço do terceiro trimestre na semana que vem. No segundo trimestre, sob efeito do período mais duro da pandemia, registrou prejuízo de R$ 2,7 bilhões.
Já nos primeiros três meses do ano, a perda foi ainda maior, de R$ 48 bilhões, com impacto da revisão no valor de ativos de acordo com as novas projeções de preços do petróleo a partir da pandemia.

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