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Morte de jovem em ação policial no ES terá reconstituição do crime

Danilo Lipaus, de 20 anos, foi morto em fevereiro do ano passado com cinco tiros; ele não parou em cinco abordagens policiais

Vitória
Publicado em 09/03/2026 às 03h30
Morte jovem Colatina
Crédito: Arte - Camilly Napoleão /

Seis policiais militares foram convocados para participar da reconstituição da ação policial que resultou na morte do vistoriador Danilo Matos Lipaus, de 20 anos, em Colatina, Noroeste do Espírito Santo.

O crime aconteceu na madrugada do dia 1º de fevereiro do ano passado. O jovem foi atingido por cinco tiros e a informação é de que foram feitos mais de 40 disparos contra o veículo que ele usava, uma Fiat Strada branca, que não parou em quatro abordagens policiais.

A reconstituição do crime foi agendada para a próxima quarta-feira (11), a partir das 18 horas. Será realizada por perito da Polícia Científica do Estado do Espírito Santo (PCIES) e tem o objetivo de esclarecer e entender a dinâmica da ação.

As abordagens policiais que envolveram o jovem ocorreram nas ruas entre os bairros São Braz e Aeroporto. Mas foram solicitados os policiais que se envolveram ou testemunharam o momento final da ocorrência.

Vão participar da reprodução simulada, como testemunha ou envolvido, os seguintes militares:

  • Rodrigo de Jesus Oliveira - 3º Sargento  
  • Ricardo Nascimento dos Santos - soldado
  • Ramon Lucas Rodrigues Souza - soldado 
  • Dearli De Jesus Almeida Junior - soldado
  • Renan Pessimilio - 3°  sargento 
  • Eduardo Nardi Ferrari - soldado 

Ela foi solicitada pela defesa de dois militares - Renan Pessimilio e Eduardo Nardi Ferrari - no contexto da investigação que está sendo conduzida pela Corregedoria da Polícia Militar. Foram instaurados conselhos de Disciplina, que vão avaliar a conduta dos militares que participaram da ação que culminou na morte do vistoriador (vídeo abaixo).

Outra investigação

Em maio do ano passado a Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte apontando que dois militares poderiam responder por tentativa de homicídio. O inquérito foi encaminhado para o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que decidirá sobre o desfecho para o caso.

O processo tramita sob sigilo e ainda não há informações sobre a apresentação à Justiça de uma denúncia.

O que diz a defesa

O advogado Pedro Lozer Pacheco representa os militares Rodrigo de Jesus Oliveira e Ramon Lucas Rodrigues Souza. Por nota, ele informa que ambos sempre colaboraram integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação, prestando depoimentos de forma transparente e relatando fielmente os fatos ocorridos.

“Desde o primeiro momento, os militares apresentaram sua versão com absoluta clareza, confiando no trabalho técnico das instituições encarregadas da apuração. O inquérito conduzido pela Polícia Civil, inclusive, reuniu elementos que corroboram a narrativa apresentada pelos policiais, indicando que a atuação se deu dentro das hipóteses legais de excludentes de ilicitude, especialmente no contexto de estrito cumprimento do dever legal e da legítima defesa”.

Acrescenta que a reconstituição representa mais “uma etapa natural e importante do processo investigativo, permitindo uma análise técnica e detalhada da dinâmica dos acontecimentos".

Lozer finaliza reafirmando “sua confiança no trabalho das instituições de justiça e que tem convicção de que a verdade dos fatos, já apresentada pelos militares e respaldada pelos elementos do inquérito, será devidamente reconhecida”.

Os advogados dos demais policiais não foram localizados. O espaço segue aberto à manifestação.

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