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Em Vitória

Justiça realiza júri de Irmão Vera adiado após ataque em presídio do ES

Luan Gomes Faria, o Kamu, apontado como líder da facção criminosa TCP, enfrenta uma acusação de assassinado e de três tentativas de homicídio

Públicado em 

09 jun 2025 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Luan Gomes Faria, o Kamu
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
Apontado como uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP), Luan Gomes Faria, o Kamu, vai enfrentar o Tribunal do Júri nesta quarta-feira (11). Conhecido como um dos “Irmãos Vera”, assim denominados em referência à mãe, responderá por uma acusação de assassinado e outras três tentativas de homicídio. 
O julgamento de Luan chegou a ser agendado, mas no final de fevereiro deste ano, ele e o irmão, Gabriel Gomes Faria, o Buti,  sofreram um ataque durante o banho de sol, na Penitenciária de Segurança Máxima 2 (PSMA 2) onde estão detidos. Além dos dois, outros quatro detentos foram feridos e conduzidos a hospitais da Grande Vitória.
Os crimes que vão levar Luan ao banco dos reús já resultaram na condenação de outro irmão, Bruno Gomes Faria, conhecido como “Bruno Vera ou Nono”. Ele está foragido no Rio de Janeiro e foi condenado a uma pena de 69 anos e 6 meses de prisão, a ser cumprida em regime fechado.
O caso aconteceu no bairro Santa Martha, na região de Andorinhas, em Vitória, no dia 17 de dezembro de 2017. De acordo com denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), quatro criminosos, dois deles armados, realizaram um ataque, que teria sido ordenado pelos irmãos.
Na ocasião, uma adolescente de 15 anos foi atingida e morreu. Outras três pessoas que estavam na mesma residência ficaram feridas e uma delas seria de um grupo de tráfico rival.

Defesa contesta

A defesa de Luan é realizada pelo advogado Leonardo Gagno. Ele destaca que não existem provas de que seu cliente determinou as mortes. “Ele tem ligação com o tráfico, mas não mandou matar, não sabia, não deu ordem e não tem provas que demonstrem isso. Os detidos e as testemunhas, ninguém afirma que ele é o mandante dos crimes”.
Acrescenta que Luan enfrenta um panorama desfavorável e um pré-julgamento, considerando que já houve outras condenações em relação aos crimes.
“Além do estereótipo dele ser apontado como liderança do TCP. Mas para este júri, a prova é frágil e a afirmação da acusação é pelo fato de ter a fama do líder do tráfico na região de Itararé”, pontua Gagno.

Conflito em presídio

A confusão na Penitenciária de Segurança Máxima 2 (PSMA 2) ocorreu em um momento do banho de sol e envolveu cerca de 20 presos. Alguns do TCP, como Kamu e Buti, e outros da facção criminosa rival, o Primeiro Comando de Vitória (PCV).
Parte da revolta dos faccionados do PCV seria contra o avanço dos Vera em relação a algumas de suas bocas de fumo. Também pesou as informações recebidas sobre as extorsões contra comerciantes, empresários e moradores. E que estariam inclusive atingindo áreas sob influência do PCV. Uma prática por eles repudiada e que vinha sendo adotada pelos rivais.
O grupo é acusado de coagir empresários comerciantes a pagar quantias elevadas para continuar operando em comunidades sob influência do TCP, oferecendo seus serviços, como de internet. Há quem chegou a pagar até R$ 15 mil por mês.
Luan foi preso em novembro de 2023, em uma operação da Polícia Civil. Estava escondido no bairro Nova Palestina, em Vitória. Foragido, ele havia chegado uma semana antes ao bairro, na intenção de recolher dinheiro do tráfico.

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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