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Acusado de matar Dante Michelini tem prisão decretada por mais um crime no ES

Caso envolve ameaça e agressão contra duas vítimas em praia de Guarapari, uma delas foi ferida e teve o celular levado; investigação foi da Deic de Guarapari

Vitória
Publicado em 26/02/2026 às 03h30
 William Santos Monzoli - Guarapari
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

O homem acusado pelo assassinato de Dante Michelini teve prisão preventiva decretada por mais um crime no Espírito Santo. O mandado foi cumprido nesta quarta-feira (25) no Presídio de São Mateus. 

Desta vez ele é suspeito de uma tentativa de roubo, com ameaça e agressão a duas vítimas com uso de faca, ocorrida em Guarapari.

O crime ocorreu no dia 18 de janeiro, na Praia dos Padres. Segundo investigação realizada pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Guarapari, as vítimas foram abordadas por William Santos Monzoli, com pedido de ajuda financeira.

À polícia elas relataram que foram ameaçadas com uma faca de cozinha. Houve um golpe contra o peito de uma delas, que se feriu na mão ao tentar impedir a facada. Na ação a faca quebrou.

As informações que subsidiaram o pedido de prisão apontam que, diante da situação, William teria dito que portava uma arma de fogo e conseguiu tomar um celular, ordenando que ficassem paradas ou seriam mortas. E fugiu do local.

O autor do crime acabou sendo reconhecido, por meio de fotografia.

Crime antes do crime

No dia 28 de janeiro, em uma outra tentativa de furto em Meaípe, William foi preso por um mandado de prisão da Justiça da Bahia, por descumprimento de medida protetiva.

O corpo de Dante, que foi decapitado, só foi localizado em 3 de fevereiro no sítio Pequeira, em Meaípe, onde vivia. Uma semana depois, investigações da Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa de Guarapari identificaram William como suspeito pelo assassinato. Em depoimento ele confessou o crime.

Pelo crime de Dante, mesmo já estando detido, William recebeu uma nova prisão preventiva. E voltou a ser apresentado à Justiça em uma audiência de custódia nesta quarta-feira (25), que  confirmou a ação policial e o depoimento concedido à polícia.

Segundo a advogada Yara Karlla Rodrigues Januth, que representa William, a audiência ocorreu dentro do esperado, tendo o objetivo de garantir os direitos constitucionais de seu cliente. Ela acrescentou que nos próximos dias serão feitos requerimentos para garantir mais informações necessárias à defesa.

Em relação a prisão desta quarta-feira (25), informou que não se manifestaria no momento, considerando que o processo tramita sob sigilo.

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