Todas as atenções se voltam ao partido de Erick e Meneguelli
Eleições 2022
Todas as atenções se voltam ao partido de Erick e Meneguelli
Presidente da Assembleia pode entrar na disputa pelo Senado no lugar do ex-prefeito de Colatina; já rifar Manato em troca da "cabeça" de Meneguelli é estratégia negada pelo PL nacional
Presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, e ex-prefeito de Colatina Sérgio MeneguelliCrédito: Ellen Campanharo/Ales e Reprodução/Facebook Sérgio Meneguelli
Erick ainda se aproximou de Rigoni. E contava com a robustez do Republicanos, um partido em ascensão no Espírito Santo. Colou a imagem à do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, que é a principal vitrine da legenda.
Mas segue sem conseguir alavancar nos percentuais de intenção de voto. Integrantes do próprio Republicanos confidenciam à coluna que não levam fé que o nome de Erick vai aparecer nas urnas como candidato ao governo. Mas, então, para onde vai?
Aí vem o clima de barata-voa. Todo dia, uma especulação diferente, algumas ganham ou perdem força com o passar do tempo. Enquanto isso, o presidente nacional do partido diz que as questões locais devem ser decididas com a direção local. Já o presidente estadual, Roberto Carneiro, é apenas silêncio.
O PACTO
Primeiro, falou-se, sempre nos bastidores, entre uma aliança entre PL e Republicanos, forçada pela proximidade nacional entre as duas siglas. Por esse acordo, o PL retiraria a pré-candidatura competitiva de Carlos Manato ao governo do estado e, em troca, o Republicanos rifaria Meneguelli do Senado.
Assim, o principal beneficiado seria o ex-senador Magno Malta, que quer voltar a ser senador. Meneguelli tem potencial para tirar votos dele. Manato iria para o sacrifício, relutantemente. Mas isso não ajudaria muito Erick Musso a avançar nas pesquisas de intenção de voto.
A coluna questionou o vice-presidente nacional do PL, Capitão Augusto, sobre a possibilidade de Manato não concorrer ao Palácio Anchieta. Ele respondeu, nesta quarta-feira (27) à noite, de pronto: "Em hipótese alguma. Manato é nosso candidato".
A sabotagem ao ex-prefeito de Colatina, no entanto, continua na mesa, conforme a coluna apurou nos bastidores.
O PLANO B PARA ERICK
Outra hipótese aventada é deslocar Erick para a disputa ao Senado, no lugar de Meneguelli. E fazer uma aliança com o União Brasil de Rigoni. As coligações para eleger deputados foram banidas, mas para cargos majoritários, como senador, governador e presidente da República, estão mantidas.
Republicanos e União poderiam, portanto, aliar-se para eleger Erick ao Senado. Mas a tarefa seria pouco menos árdua do que a disputa pelo governo. A eleição para senador é dificílima.
Como exemplo, Fabiano Contarato, eleito pela Rede ao Senado em 2018, recebeu alguns votos a mais até do que o governador Renato Casagrande – 1.117.036 e 1.072.224 votos, respectivamente.
Na prática, Magno Malta seria beneficiado, uma vez que Erick é um adversário muito mais fácil de bater do que Meneguelli.
Há muitas arestas a serem aparadas. E em pouco tempo. A convenção do Republicanos, que tem que chancelar os candidatos, está marcada para domingo (31).
O União Brasil, por exemplo, apesar da proximidade de Rigoni e Erick, pode acabar em outro lugar. Fonte da coluna diz que há algumas semanas o deputado federal esteve não uma, mas duas vezes pessoalmente em conversas com Casagrande. Os dois já foram aliados.
Outra questão: o que vai ser feito de Meneguelli? Se ele não disputar mesmo o Senado, vai aceitar entrar na corrida para deputado federal?
Como isso seria recebido pelos demais pré-candidatos à Câmara? O principal nome do partido é o deputado federal Amaro Neto, mas a chapa tem também o vereador de Vila Velha Devanir Ferreira, que é secretário-geral do Republicanos estadual, e o ex-deputado federal Jorge Silva.
Aí surge também a possibilidade de realocar Meneguelli para tentar uma vaga na Assembleia Legislativa, como deputado estadual.
Depois de falar com a coluna e de transmitir uma live nas redes sociais, na segunda-feira (25), o ex-prefeito "mergulhou", mas estava, até então, irredutível, querendo a todo custo manter-se na corrida pelo Senado, como lhe foi garantido pelo presidente nacional do partido.
Enquanto isso, o Republicanos segue com diversas reuniões e conversas entre seus integrantes ao telefone. Notas ou anúncios são esperados todos os dias e, nada.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.