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Eleições 2026

Eleger Casagrande senador é uma das prioridades do PT, diz presidente do partido no ES

Governador do PSB aparece em lista de nomes apoiados pela legenda no pleito de 2026

Publicado em 04 de Março de 2026 às 13:57

Públicado em 

04 mar 2026 às 13:57
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

João Coser durante encontro estadual do PT
João Coser durante encontro estadual do PT, em setembro de 2025 Crédito: Rodrigo Gavini/PT-ES
O senador Fabiano Contarato é candidato à reeleição pelo PT e a vitória dele nas urnas é prioridade para o partido no Espírito Santo. Mas são duas as vagas de senador em disputa em 2026, o que abre caminho para a sigla apoiar um segundo nome.
Ao menos desde dezembro do ano passado, o caminho já estava desenhado para os petistas lançarem Contarato e, ainda que informalmente, endossarem a candidatura de Renato Casagrande (PSB) ao mesmo posto.
Naquele mês, o presidente estadual do PT, João Coser, afirmou à coluna não haver dificuldade alguma para a legenda "fazer campanha, como segundo voto, para Casagrande".
Agora, um mapeamento sobre as candidaturas ao Senado do partido e de siglas apoiadas pelo PT veio à tona.
Contarato está na lista. Casagrande, também.
Como mencionei alguns parágrafos acima, a ideia é que o apoio do PT a Casagrande seja informal e não vinculado a uma coligação.
Isso porque a afinidade se dá, historicamente e especificamente, entre o Partido dos Trabalhadores e o governador, mas não se estende a todos os integrantes da aliança casagrandista.
O ponto mais flagrante é que não há liga entre o pré-candidato de Casagrande ao governo, Ricardo Ferraço (MDB), e o PT.
"O apoio a Casagrande não é um apoio formal. Não tem como fazer coligação entre PT e PSB no Espírito Santo devido à escolha do Casagrande de apoiar o MDB (Ricardo)", afirmou Coser à coluna, nesta quarta-feira (4).
Ricardo, como presidente estadual do MDB, aliás, assinou recentemente um manifesto contrário à aliança nacional entre emedebistas e petistas.
Ao todo, 17 presidentes estaduais do MDB são contra a coligação.
O MDB, porém, tem três ministérios no governo Lula (PT). 
O distanciamento no Espírito Santo é um ponto fora da curva, que se dá mais por uma questão de perfil do próprio Ricardo do que por ideologia partidária.
Para o Palácio Anchieta, o PT lançou a pré-candidatura do deputado federal Helder Salomão. Ele é quem vai pedir votos aos eleitores para Lula. 
"Ricardo, há muito tempo, nos avisou que não faria palanque para Lula. Então isso (o fato de o emedebista ter assinado o manifesto anti-PT) não muda nada. Já lançamos o Helder e a questão do Ricardo está superada", afirmou Coser.
Voltando ao assunto Senado, o presidente estadual do PT ressaltou que "Contarato é prioridade zero", no sentido de que é a principal prioridade da legenda no estado.
Mas não é a única.
"Eleger Renato (Casagrande) para o Senado também passa a ser uma prioridade para nós. O presidente Lula quer um Senado formado por pessoas do campo democrático"
João Coser  - Deputado estadual e presidente do PT-ES
"Temos chance de eleger dois senadores de grande qualidade", avaliou Coser.
Na segunda-feira (2), durante coletiva de imprensa em que anunciou que vai renunciar ao mandato para disputar o Senado, Casagrande disse que a campanha local não deve ser focada na corrida presidencial ou em pautas ideológicas.
O PSB, do qual o governador é um quadro histórico, certamente estará ao lado de Lula.
Mas a decisão do PT de lançar Helder ao Palácio Anchieta, de certa forma, tira um peso dos ombros de Casagrande.
Como candidato ao Senado, ele não deve ser pressionado a fazer campanha em prol da reeleição do presidente da República. Esse papel vai caber a Helder e a Contarato.
Em 2022, o PT coligou com o PSB e o MDB no Espírito Santo.
Os petistas até desistiram da candidatura de Contarato ao governo em prol da aliança com Casagrande.
Após a vitória nas urnas, o PT ganhou espaço na gestão estadual. O partido comanda a Secretaria de Esportes, com José Carlos Nunes.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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