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Eleições 2026

Amaro Neto decide sair do Republicanos e partido de Pazolini contra-ataca

Veja para onde o deputado vai e o mais recente anúncio da sigla comandada por Erick Musso

Públicado em 

26 fev 2026 às 14:21
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Deputado federal Amaro Neto (Republicanos) na Comissão de Comunicação
Deputado federal Amaro Neto (Republicanos) na Comissão de Comunicação Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O deputado federal Amaro Neto decidiu se desfiliar do Republicanos, partido do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. O parlamentar estava na sigla desde 2018 e, de lá para cá, passou por altos e baixos na relação com o chefe do Executivo municipal. Agora, aproximou-se de vez do governo Renato Casagrande (PSB), grupo ao qual Pazolini se opõe.
Amaro deve ir para o PP.
Como contra-ataque, o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, anunciou que a vice-prefeita de Guarapari, Tatiana Perim, vai ser candidata a deputada federal pelo partido.
Guarapari é uma área de influência de Amaro, que é pré-candidato à reeleição. Ele é aliado do prefeito Rodrigo Borges, que também deve deixar o Republicanos.
Perim e Borges estão rompidos politicamente. Ou seja, o anúncio da pré-candidatura dela é uma alfinetada dupla.
Inicialmente, o Republicanos não lançaria outra candidatura à Câmara dos Deputados em Guarapari, que não a de Amaro. 
Mas, com a iminente saída dele da sigla, lançou a vice-prefeita para tentar tirar votos do deputado na cidade.
O partido de Pazolini contava com o parlamentar na montagem da chapa de candidatos a deputado federal e teve que mexer nas peças.
Outra alteração prevista é o lançamento do deputado estadual Pablo Muribeca como candidato a deputado federal, em vez da disputa pela reeleição.
A perda de um deputado federal, porém, tem um peso diferente. Via de regra, quem está no mandato tem vantagem na corrida eleitoral.
Amaro recebeu 181 813 votos em 2018. O capital político dele foi reduzido em 2022, quando foi escolhido por 52 375 eleitores. 
Na época, houve certo "climão" com Pazolini, apontado, inclusive por outros filiados ao Republicanos, como "omisso" durante as eleições de 2022, sob a alegação de não ter se esforçado o suficiente em busca de votos para os correligionários na Capital.
Depois, as pazes foram feitas, principalmente após indicações para o secretariado na Prefeitura de Vitória, com participação indireta de Amaro.
Em 2026, porém, a briga entre o grupo de Casagrande e do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) está mais árdua.
Isso porque Ricardo é pré-candidato ao Palácio Anchieta, com apoio de Casagrande. Já o prefeito de Vitória é o principal desafiante dos dois.
Pazolini, para surpresa do governo, conseguiu atrair para si o apoio do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), até recentemente integrante do grupo casagrandista.
O Palácio, longe dos holofotes, já esboçou reações.
Uma delas são as digitais governistas na saída de Amaro do partido, já que o governo teve participação ativa na costura que levou ao novo rumo partidário do deputado. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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