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Judiciário

CNJ mantém absolvição de juiz do ES acusado de participar de venda de sentença

Ministério Público estadual pediu que Carlos Alexandre Gutmann fosse punido, ao contrário do que o TJES decidiu

Públicado em 

23 fev 2026 às 16:13
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

O juiz Carlos Alexandre Gutmann deixa o Ministério Público na Prainha em Vila Velha após prestar depoimento.
O juiz Carlos Alexandre Gutmann, em 2021, ao deixar o Ministério Público, em Vila Velha, após prestar depoimento. Crédito: Rodrigo Gavini
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julgou improcedente a revisão disciplinar proposta pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) contra a absolvição do juiz Carlos Alexandre Gutmann, da 1ª Vara Cível da Serra.
O Tribunal de Justiça (TJES) absolveu Gutmann em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em novembro de 2024. Na prática, após a decisão do CNJ, da última sexta-feira (20), a deliberação do TJES está mantida.
O MPES pediu ao CNJ que aplicasse alguma punição ao magistrado. O Ministério Público Federal, no âmbito do pedido de revisão disciplinar, foi contrário.
O Conselho considerou que a absolvição está de acordo com as provas dos autos.
"A revisão disciplinar possui natureza excepcional e somente é cabível quando demonstrada decisão contrária a texto expresso de lei ou às evidências dos autos (arts. 82 e 83, I, do RICNJ), não se prestando como sucedâneo recursal", diz a decisão do CNJ.
"No caso concreto, não se verificou flagrante ilegalidade ou dissociação probatória capaz de justificar a desconstituição do acórdão absolutório proferido pelo Tribunal de origem."
Gutmann foi acusado de participar de esquema para a venda de uma sentença, após a deflagração da Operação Alma Viva. No mesmo PAD, outro magistrado, Alexandre Farina, foi condenado à aposentadoria compulsória.
Os dois são réus em uma ação penal que tramita no TJES envolvendo os mesmos fatos. Gutmann foi denunciado pelo MPES pelo crime de corrupção passiva. Neste caso, ele pode ser absolvido ou condenado, o julgamento ainda não ocorreu.
Gutmann ficou afastado do cargo, por determinação do TJ, de junho de 2021 até agosto de 2025, mas já voltou às funções.
À coluna, a defesa do magistrado afirmou que a decisão do CNJ "reafirma a inocência" do juiz.

O que diz a defesa de Gutmann

O advogado Ludgero Liberato, sócio do escritório Cheim Jorge e Abelha Rodrigues, que faz a defesa dos juízes membros da AMAGES, destacou que a decisão do CNJ é extremamente relevante por reafirmar a inocência do juiz Carlos Alexandre Gutmann e por validar a atuação do TJES, reconhecendo que a Corte Estadual julgou conforme as provas dos autos, sem qualquer corporativismo.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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