A prisão de Assumção, como já mencionado, foi preventiva e determinada pela Suprema Corte. Não se sabia nem se o STF notificaria a Casa a respeito, para que o trâmite fosse adotado. Mas a notificação veio.
Assim, o presidente da Assembleia, Marcelo Santos (Podemos), reuniu os demais parlamentares na manhã desta segunda-feira (4) e, após consultar a Procuradoria do Legislativo e outros setores, decidiu formar uma Comissão Especial, integrada por sete deputados estaduais. O presidente e relator do colegiado é Lucas Scaramussa (Podemos).
O grupo tem até 72 horas para emitir um parecer defendendo a manutenção ou a revogação da prisão de Assumção. Esse parecer, prévio, vai ser lido e submetido a todos os deputados, em sessão plenária em data a ser marcada.
O advogado do deputado do PL, Fernando Dilen, vai poder se manifestar durante 15 minutos na mesma sessão. Em seguida, os deputados votam.
A Assembleia é composta por 30 deputados estaduais. A prisão somente vai ser mantida se a maioria absoluta deles, ou seja, 16 votarem para que Assumção siga no cárcere.
O voto é aberto e nominal. Todo mundo vai saber, ao vivo, como cada um votou.
O ato assinado por Marcelo Santos com o trâmite a ser adotado foi publicado nesta segunda-feira (4). A composição da Comissão Especial, também:
O ministro Alexandre de Moraes impôs a ele algumas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar redes sociais. Ainda em dezembro daquele ano e em janeiro de 2023, porém, Assumção descumpriu as determinações.
No fatídico 8 de janeiro do ano passado, por exemplo, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram as sedes dos Três Poderes e pediram um golpe de Estado, o deputado estadual do PL apareceu em um vídeo defendendo os "patriotas".
O MPES informou o STF sobre esses episódios na época e, mais de um ano depois, Moraes decretou a prisão preventiva do parlamentar.
Assumção é mantido no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória.