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Deputado preso

Defesa quer que Capitão Assumção seja transferido para quartel dos Bombeiros

Parlamentar está preso preventivamente no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, em Maruípe, mas advogado diz que cela "não tem condições"

Públicado em 

29 fev 2024 às 10:24
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Deputado estadual Capitão Assumção
Deputado estadual Capitão Assumção Crédito: Lucas S. Costa/Ales
Preso pela Polícia Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado estadual Capitão Assumção (PL) é mantido no Quartel do Comando-Geral (QCG) da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória. O advogado Fernando Dilen, que atua na defesa do parlamentar, porém, quer que Assumção seja transferido para a sede do Corpo de Bombeiros, na Enseada do Suá.
A defesa argumenta que ele deve ficar em sala de Estado-maior e que o atual local, "não tem condições" e está sujo. "Vou entrar em contato com a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Que ele seja alocado numa sala condigna", afirmou Dilen, que citou o quarte dos Bombeiros como opção.
Em 2019, o então deputado estadual Luiz Durão foi preso em flagrante, acusado de estupro (depois, foi absolvido). Na ocasião, ele ficou detido lá. 
Durão é também advogado e, na época, obteve uma decisão judicial que impediu que ele fosse levado para o QCG.
A Suprema Corte define sala de Estado-maior como "compartimento de qualquer unidade militar que, ainda que potencialmente, possa por eles ser utilizado para exercer suas funções, (mas) deve o local oferecer instalações e comodidades condignas, ou seja, condições adequadas de higiene e segurança".
A Lei 8.906/94, o Estatuto da Advocacia, garante aos advogados sala de Estado-maior caso sejam presos.
Assumção não é advogado, mas é deputado estadual em pleno exercício do mandato. Por isso, a defesa vai argumentar com a Sesp.
Dilen vai também recorrer ao STF e pedir a revogação da prisão preventiva. "Não tem nenhum fato novo, o que me surpreendeu. Cadê a contemporaneidade? Para decretar prisão preventiva tem que ser algo concreto e atual", afirmou.
O Ministério Público Estadual pediu, em janeiro de 2023, a prisão de Assumção. A procuradoria-geral de Justiça apontou que ele descumpriu ordens do próprio STF, por exemplo, ao fazer postagens em redes sociais.
Capitão Assumção mostra tornozeleira eletrônica
Capitão Assumção mostra tornozeleira eletrônica Crédito: Ana Salles/Ales
Ele usava o equipamento, por determinação do STF, por ser investigado no Inquérito das Fake News. O parlamentar é acusado de integrar uma "milícia digital" com o objetivo de desestabilizar as instituições da República.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.

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