Não à toa, o favorito para integrar o TCES é o secretário da Casa Civil de Renato Casagrande (PSB), Davi Diniz.
Houve um movimento para emplacar um deputado na vaga e o próprio Marcelo Santos era a aposta de alguns colegas, mas ele já descartou a ideia.
Assim, Diniz consolidou-se. De acordo com um governista, o secretário coletou assinaturas entre os parlamentares e a maioria aderiu à candidatura dele.
Espera-se que o presidente da Assembleia abra o prazo de inscrição nos próximos dias ou ainda nesta segunda.
Davi Diniz é o nome dos governistas, mas a oposição, minoritária, também pode inscrever alguém.
O Tribunal de Contas do Espírito Santo é composto por sete conselheiros. Três deles são escolhidos pelo governador, com aprovação da Assembleia, e quatro são definidos pela Casa legislativa.
O escolhido pela Assembleia pode ou não ser um deputado estadual. Atualmente, dois dos sete conselheiros são ex-parlamentares: Rodrigo Coelho e Rodrigo Chamoun.
A última vez que o Legislativo elegeu alguém para o Tribunal foi em 2019. O escolhido foi Luiz Carlos Ciciliotti, ex-secretário da Casa Civil e, na época, presidente estadual do PSB, partido do governador.
Se Davi Diniz levar a vaga em 2024, que é o que vai ocorrer, ao que tudo indica, Casagrande vai, de novo, emplacar um aliado de primeira hora na Corte de contas. Diniz não tem filiação partidária, mas já foi filiado ao Cidadania (antigo PPS).
O salário de um conselheiro é igual ao de um desembargador do Tribunal de Justiça (TJES), R$ 37.589,96 brutos. Quem ficar com a cadeira vai poder desempenhar, até completar 75 anos, quando a aposentadoria é obrigatória, funções como votar e relatar processos referentes a gastos públicos em municípios e no estado.