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"Decisão irrevogável"

Coronel Ramalho sai do Podemos e tira foto ao lado de Pazolini

São sinais de que o ex-secretário de Segurança Pública pretende disputar a Prefeitura de Vila Velha

Públicado em 

16 fev 2024 às 17:17
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

O secretário de Segurança do ES, coronel Alexandre Ramalho
Ex-secretário de Segurança Pública do Espírito Santo coronel Alexandre Ramalho Crédito: Bernardo Bracony
O ex-secretário estadual de Segurança Pública Alexandre Ramalho saiu do Podemos, partido ao qual estava filiado desde março de 2022. O militar da reserva da Polícia Militar comunicou a decisão, nesta sexta-feira (16), ao presidente estadual da legenda, o deputado federal Gilson Daniel.
Ramalho foi candidato à Câmara dos Deputados em 2022 e era o primeiro suplente do partido. Isso quer dizer que, se Gilson ou Victor Linhalis (o outro deputado federal da sigla pelo Espírito Santo) tirassem licença do mandato, o coronel assumiria uma cadeira em Brasília.
Ao sair do Podemos, essa porta se fecha. "Falta só o trâmite burocrático, mas é uma decisão irrevogável, não vou voltar atrás. É para acabar com a especulação de que estou fazendo barganha ou jogo político", afirmou o coronel à coluna.
O ex-secretário avalia disputar as eleições de 2024. Se permanecesse no Podemos, seria impossível concorrer à Prefeitura de Vila Velha, onde tem domicílio eleitoral. Lá, o atual prefeito é Arnaldinho Borgo, filiado ao partido.
Ramalho, assim, dá mais um sinal de que, se participar do pleito, vai ser no município canela-verde. A outra opção é a Prefeitura de Vitória.
O militar, entretanto, já recebeu convite para se filiar ao Republicanos, partido do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, e concorrer contra Arnaldinho em Vila Velha.
Nesta sexta, pouco antes de comunicar a Gilson Daniel que sairia do Podemos, Ramalho encontrou-se com Pazolini e tirou foto ao lado do prefeito da Capital.
O secretário municipal de Governo, Aridelmo Teixeira, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, e o coronel da reserva da PM Alexandre Ramalho
O secretário municipal de Governo, Aridelmo Teixeira, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, e o coronel da reserva da PM Alexandre Ramalho Crédito: Instagram/@coronel_ramalho
O encontro ocorreu por intermédio do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, com quem Ramalho tem conversado. O Republicanos não integra o grupo do governador Renato Casagrande (PSB). Pazolini, aliás, até fazia oposição abertamente ao socialista. 
Desde o início de 2023, o prefeito de Vitória abrandou os ânimos, mas não é um aliado do Palácio Anchieta.
Até o mês passado, o coronel Alexandre Ramalho, por sua vez, integrava o primeiro escalão do governo estadual. Ele contou à coluna que informou a Casagrande, nesta sexta, sobre a saída do Podemos: "Ele compreendeu, está tudo certo".
O militar, em entrevista à coluna, fez questão de ressaltar, mais de uma vez, que "não faz barganha".
É que é o seguinte: a especulação era se Ramalho estaria "ameaçando" disputar a Prefeitura de Vila Velha, contra um aliado de Casagrande, Arnaldinho, para pressionar o governador a chamar Gilson Daniel para ser secretário estadual. Assim, o deputado teria que se licenciar do mandato e o coronel, por tabela, iria para Brasília.
"Tive uma conversa com o governador ainda no final do ano passado e ele já havia me dito que não há essa possibilidade. Eu não estava fazendo barganha (ao permanecer no Podemos), isso nem seria certo. Decidi sair para encerrar de vez essa especulação. Eu abro mão da suplência", afirmou o ex-secretário de Segurança Pública.
Ele não confirmou se vai disputar a Prefeitura de Vila Velha ou se vai participar das eleições deste ano, embora toda a movimentação dele nos últimos meses indique que sim.
Sobre o Republicanos, o coronel disse apenas que conversa com vários partidos. Nesta sexta, também esteve com o presidente estadual do União Brasil, o secretário estadual de Meio Ambiente, Felipe Rigoni.
"Mas tenho conversado com o Erick. A conversa com o prefeito de Vitória foi amigável, fui conhecer o projeto deles, ver se tem a ver comigo. O Erick me convidou para fazer parte e disputar em Vila Velha", revelou Ramalho.
"Só que meu futuro político não está definido", complementou.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.

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