Ele pode ficar no cargo até completar 75 anos de idade, o que vai ocorrer em 12 de agosto de 2029. Aí, a aposentadoria é compulsória.
Uma tese nos bastidores que a coluna, particularmente, avalia como difícil de ganhar vida, é que o conselheiro, aliado histórico do governador Renato Casagrande (PSB), poderia antecipar a aposentadoria para 2025 ou 2026, o que concederia ao chefe do Executivo estadual o poder de influenciar a escolha do nome que sucederia Ciciliotti.
Cabe à Assembleia Legislativa definir o nome, mas, tradicionalmente, o Palácio Anchieta é decisivo na eleição, como ocorreu quando o próprio Ciciliotti foi alçado ao TCES.
Para a estratégia da aposentadoria antecipada dar certo, o conselheiro teria que abrir mão de quatro ou três anos e meio de cargo — e do salário que, hoje, é de R$ 37.589,96 brutos.
A coluna, então, perguntou ao próprio Ciciliotti se ele cogita essa possibilidade:
Ou seja, o conselheiro não descarta a aposentadoria antecipada. Mas garantiu à coluna que Casagrande não pediu isso a ele.
Já há uma vaga aberta de conselheiro no TCES, que surgiu após a aposentadoria de Sérgio Borges. Essa vaga também é da Assembleia e o presidente da Casa, Marcelo Santos (Podemos), afirmou que a eleição deve ocorrer ainda em fevereiro.
Para essa cadeira, o secretário estadual da Casa Civil, Davi Diniz, é um dos favoritos. A chefe de gabinete de Casagrande, Valésia Perozini, é outra que está no páreo.