O PSD já deu o recado: abriu diálogo com todos os pré-candidatos ao governo do Espírito Santo, soltando, na prática, a mão do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), que está na corrida pelo Palácio Anchieta.
O partido do ex-governador Paulo Hartung não descarta lançá-lo na disputa pelo comando do Executivo estadual nem ao Senado. Ou fazer uma dobradinha puro-sangue,
com Hartung ao governo e o deputado estadual Sérgio Meneguelli ao Senado.Se colocar a ideia em prática, porém, o PSD corre o risco de ficar isolado. Afinal, a esta altura do campeonato, a maioria das siglas e forças políticas já está em algum palanque. Rearranjos são possíveis, claro.
O próprio PSD havia declarado apoio a Pazolini e agora recua, depois de o ex-prefeito ter selado uma aliança com o PL de Magno Malta.
O protagonismo do Partido Liberal na coligação pesou para a decisão, embora o presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcelos, diga que esse fator "não necessariamente" foi decisivo.
Mas, hoje, o PSD só tem a si mesmo.
O posicionamento da legenda pode ser apenas uma forma de valorizar o próprio passe e lembrar a Pazolini o que ele tem a perder ao atender aos anseios do senador Magno Malta, presidente estadual do PL.
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