Em 2020, quando era deputado estadual, Pazolini e um grupo de parlamentares de oposição
, pouco depois de o então presidente Jair Bolsonaro exortar apoiadores a invadirem unidades de saúde para filmar leitos.
Pazolini sempre negou a pecha de "invasor de hospital" e já disse que a visita ao Dório Silva nada teve a ver com o pedido de Bolsonaro.
A postura mais voltada à centro-direita e um tanto "em cima do muro" preservou o ex-prefeito dessas polêmicas. Até agora.
Ele, como a coluna mostrou, decidiu apoiar em 2026 a candidatura do filho de Jair, Flávio Bolsonaro (PL), à Presidência da República.
Abraçou o bolsonarismo, ao menos simbolicamente.
Isso deve agradar aos eleitores de direita, mas pode também afastar aqueles que preferiam a postura mais centrada até então adotada pelo ex-prefeito.
ROUBO DE CELULAR PARA "CERVEJINHA"
Pazolini discursou brevemente durante a convenção estadual do PL. Não abordou os temas citados por Magno.
O ex-prefeito preferiu elogiá-lo pela atuação como senador e fez mesuras a Maguinha Malta, candidata ao Senado pelo PL.
O foco do discurso de cerca de cinco minutos foi o combate à violência doméstica e familiar, a proteção às mulheres e a segurança pública.
Ele também agradeceu à "militância do PL", "que desde o primeiro momento nos acolheu".
Em dado momento, o ex-prefeito também espalhou desinformação.
"Tem uma turma que diz aí que não tem problema o roubo de celular que é só para quê?"
"Para tomar uma cervejinha", completou a plateia.
A referência é a
um vídeo editado para fazer crer que o presidente Lula (PT) relativizou o roubo de celular.
Essa fake news é bastante propagada em ciclos bolsonaristas. E, agora, por Pazolini.
E repetiu, no discurso. "Temos que nos juntar com quem é mais parecido conosco. Cada um é cada um. Ninguém é igual a você, Pazolini".
Na convenção, o ex-prefeito usou uma camisa amarela, mas com a seguinte inscrição: "Capixabista".