Símbolos de uma era na história das telecomunicações do Brasil, os telefones públicos, conhecidos popularmente como “orelhões”, estão vivendo seus últimos dias nas ruas brasileiras.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou o mês de janeiro com a retirada desses aparelhos, inclusive no Espírito Santo, onde ainda resistem 15 “bravos” orelhões, sendo 14 operados pela Oi.
Na era do celular e do 5G, os poucos que ainda existem devem ser ainda mais raros, já que começa o fim das concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis por esses aparelhos. Elas não são mais obrigadas a manter telefones fixos e orelhões.
Assim, já a partir de janeiro, cerca de 30 mil carcaças de orelhões serão removidas de ruas e avenidas de todo o país.
Em compensação, as empresas devem fazer investimentos em redes de banda larga ou móveis. Alguns aparelhos podem até permanecer nas ruas até 2028, mas somente nas cidades onde não há outro serviço de telefonia disponível.
Pelo site da Anatel é possível consultar os aparelhos que ainda estão instalados no Brasil. No Espírito Santo, uma curiosidade: um orelhão, ainda ativo, está localizado na longínqua ilha oceânica de Trindade, geograficamente pertencente à cidade de Vitória - o único operado pela Claro no Estado. O arquipélago está a 1,2 mil quilômetros da capital capixaba.
Dos demais 14 aparelhos em solo capixaba, quatro estão em manutenção, de acordo com a Anatel: em Ecoporanga, Muniz Freire, Presidente Kennedy e São Mateus.
A decadência dos orelhões foi acelerada nos últimos anos. No final de 2024, 224 aparelhos estavam instalados no Estado. Agora, ficarão apenas na lembrança de milhões de brasileiros.
ONDE EXISTEM ORELHÕES NO ES
- Alegre
- Barra de São Francisco
- Ecoporanga
- Laranja da Terra
- Linhares (2)
- Mucurici (2)
- Muniz Freire
- Presidente Kennedy
- São Gabriel da Palha
- São Mateus (3)
- Vitória (Ilha da Trindade)
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