“O governo do Estado, que é nosso parceiro, pediu um estudo de viabilidade econômica do projeto do teleférico. Estamos fazendo neste momento esse estudo, que está muito bem encaminhado”, explica o prefeito Gutim Astori (PSB).
O novo projeto, no valor previsto de R$ 40 milhões - o anterior estava estimado em R$ 20 milhões -, contempla a implantação de um sistema completo de teleférico, incluindo o sistema mecânico e as torres de sustentação, bem como a construção das estações de embarque e desembarque na base e no topo, com áreas técnicas, operacionais e de atendimento ao público.
O teleférico, segundo a prefeitura, será o mais elevado da América Latina, alcançando aproximadamente 800 metros de altitude. Também estão previstas infraestruturas complementares, como estacionamento, restaurante, deck panorâmico, Skyglass e, no topo, espaços de apoio aos visitantes, áreas de contemplação, alimentação e uma capela destinada a atividades religiosas e ao ar livre.
Estima-se a geração de aproximadamente 120 empregos na fase de implantação e 80 na fase de operação, além de postos de trabalho indiretos nas áreas de construção, alimentação, transporte, manutenção, bilheteria, restaurantes e serviços de apoio.
Os recursos para a construção do complexo turístico podem vir da indenização paga pela Samarco pelos danos ambientais provocados pela empresa no Rio Doce. As negociações estão sendo encaminhadas pela prefeitura, que vai apresentar o projeto, que está na fase final, a
Guerino Balestrassi, secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, com a finalidade de viabilizar a captação de recursos necessários à sua execução.
“Estamos trabalhando para começar as obras no ano que vem, mas, por causa do porte, ainda não há data de conclusão”, ressalta Gutim Astori. “A ideia é que o projeto seja viabilizado mediante uma Parceria Público-Privada (PPP)”, acrescenta.