Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Leonel Ximenes

As condições para o governo flexibilizar o uso de máscaras no ES

Segundo o secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, reconhecimento da efetividade da vacinação a médio prazo será determinante

Publicado em 04 de Novembro de 2021 às 02:09

Públicado em 

04 nov 2021 às 02:09
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes Leonel Ximenes
Máscaras continuarão a fazer parte da rotina das pessoas em 2020 no Espírito Santo
Máscaras continuarão a fazer parte da rotina das pessoas em 2022 no Espírito Santo Crédito: Agência Brasil
A cidade do Rio de Janeiro e o Distrito Federal já estão permitindo que as pessoas andem sem máscaras em locais abertos; São Paulo admitiu nesta quarta-feira (3) que está debatendo o assunto e que no dia 1º de dezembro pode flexibilizar o uso do equipamento que ajuda a prevenir contra a contaminação da Covid-19. E o Espírito Santo? As condições para que o uso de máscaras seja abolido, em certas situações, dependem muito do reconhecimento da efetividade da vacinação a médio prazo, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).
A coluna conversou com o secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, que listou as condições para a flexibilização do uso de máscaras em locais abertos no Espírito Santo. “As máscaras representam uma barreira física que funciona como proteção complementar às vacinas. Sem 90% de cobertura vacinal da população e sem a dose de reforço dos idosos, acho difícil prescindir das máscaras”, adianta Nésio.
Mas não bastam essas condições. Há outra providência que nem começou ainda a ser colocada em prática: “Vamos precisar vacinar crianças para isso”, acrescentou o secretário.
A perspectiva de flexibilização até que existe, mas ninguém pense que o equipamento símbolo destes tempos pandêmicos deixará de ser exigido nas demais situações. “Máscara em local fechado e de grande circulação deve continuar a ser exigida por um bom tempo.”
E todos podem ter a certeza, segundo ele, de que as máscaras continuarão a fazer parte da rotina da população no ano que vem: “Devemos entrar em 2022 usando máscaras em locais públicos, como ônibus, avião, rodoviárias, comércio e eventos”, enumera.
A propósito, Nésio Fernandes afirma que o desafio é a comunicação, ou seja, como a população vai entender a decisão de uma eventual flexibilização do uso de máscaras em locais abertos.
“O dilema é como anunciar essa flexibilização porque, a rigor, muita gente não está usando máscaras em locais abertos, e nem está sendo cobrada por isso. A preocupação do governo é que a população entenda a flexibilização como um aval para que as máscaras sejam abolidas de vez e que a pandemia acabou e pode liberar geral. Isso não seria responsável com a gestão de risco da pandemia.”
De acordo com o secretário, as máscaras só serão flexibilizadas quando a taxa de transmissão da Covid estiver muito baixa, mas, segundo ele, há estudos que indicam preservação da eficácia do esquema de duas doses para casos graves e óbitos, mas apontam queda da eficácia para casos leves após alguns meses de aplicação da segunda dose, o que pode levar à manutenção do uso das máscaras como medida complementar. No entanto, segundo o titular da Sesa, ainda são necessários mais estudos que reconheçam o resultado da vacinação em vida real.
Por isso, Nésio diz não ter dúvida de que no ano que vem a dose de reforço (a terceira) deverá ser aplicada em todo mundo, e não apenas nas pessoas maiores de 60 anos como acontece atualmente.
Por fim, o secretário afirma que o Espírito Santo não vai se precipitar e permitir a flexibilização do uso de máscaras sem que haja base técnica e científica para adoção desse tipo de medida. “Não adianta liberar agora e depois ter que recuar e voltar a exigir máscara lá na frente. É preciso cautela neste momento, agora é hora de avançar na vacinação e preservar o uso das máscaras”, conclui.

Leonel Ximenes

Leonel Ximenes Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Marieta Severo em 'O Sheik de Agadir' (à esquerda), com Chico Buarque, e como Dona Nenê de 'A Grande Família'
Serial killer na TV e nome fundamental no teatro brasileiro, Marieta Severo faz 80 anos
Imagem de destaque
Eleições nos EUA: pesquisas indicam vantagem dos democratas, mas estão corretas?
Imagem de destaque
BBC entra na Faixa de Gaza: campos infestados de ratos e feridas que não cicatrizam

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.