Segundo o ambientalista Eduardo Pignaton, estão sendo suprimidas
castanheiras, acácias forrageiras e leucenas, espécies consideradas exóticas e que se disseminam muito rapidamente, prejudicando a vegetação original daquela área no litoral Sul do ES.
O trabalho começou na Semana do Meio Ambiente. Estão sendo utilizado 13 motosserras e facões. A lenha resultante da extração da vegetação invasora será doada às paneleiras de barro de
Guarapari e para outras comunidades.
“As castanheiras estão localizadas mais próximo à orla e elas servem para atrair churrasco, atividade que pode ameaçar o parque com incêndio. Além disso, essa espécie projeta muita
sombra, o que impede o desenvolvimento de toda a vegetação que está embaixo dela”, explica Pignaton.
Ele alerta que as outras duas espécies - acácias e leucenas - são invasoras e que estão dominando o Parque Paulo César Vinha: “A gente calcula em aproximadamente 5 mil árvores de acácias e leucenas deste lado do parque”.
A partir de agora, segundo Pignaton, todo mês equipes de voluntários com técnicos do Iema serão mobilizados para limpar a área ambiental.
O parque foi criado por decreto estadual em 1990. Inicialmente, se chamou Parque de Setiba, mas em 1994, ano seguinte ao assassinato do biólogo e ativista ambiental, passou a ser denominado Parque Estadual Paulo César Vinha.
Segundo o Iema, a reserva ecológica, de 1,5 mil hectares, tem uma grande diversidade de ambientes em sua área como lagoas, dunas e planícies alagadas e inúmeras formações vegetais como a mata seca, a floresta permanentemente inundada, brejo herbáceo, formações abertas e a vegetação pós-praia.
O parque abriga espécies da flora e fauna ameaçadas de extinção como a pimenteira-rosa e o ouriço-preto, além de espécies endêmicas como algumas pererecas e libélulas. A Lagoa de Caraís é sua principal atração. O parque é circundado pela Área de Proteção Ambiental (APA) de Setiba, que funciona como sua zona de amortecimento e visa a conservar a
região marinha do Arquipélago das Três Ilhas.