“Os últimos anos foram extraordinários para as finanças públicas municipais e também estaduais. A pandemia, por uma série de motivos, reduziu muito os gastos das prefeituras e aumentou a arrecadação. Em todo o país, inclusive no Estado, os prefeitos fizeram um caixa inédito e puderam investir também de maneira inédita. A população percebeu isso e o índice de reeleição foi altíssimo, basta olhar o que aconteceu aqui na Grande Vitória. Só que esse cenário não foi eterno, a coisa já mudou, e os prefeitos precisam olhar para as suas despesas”.
Borges, que já teve experiência no poder público, relata a dificuldade que é fazer um ajuste de fato. “A pressão por mais gasto público é gigante no Brasil. A pressão é por cada centavo. O desafio é enorme. Repare que as receitas sobem e os gastos vêm junto. A Lei de Responsabilidade Fiscal, que é muito importante, olhou para os gastos com pessoal mais deixou coisas relevantes, como custeio, de fora. Precisamos enfrentar esse tema do orçamento público com urgência. A qualidade do nosso gasto é ruim”.