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Pastor Milton Ribeiro é anunciado por Bolsonaro como ministro da Educação

Ligado à Universidade Mackenzie, Ribeiro era o nome do "paulista" citado por Bolsonaro ao se referir aos candidatos ao cargo no MEC, vago desde a saída de Abraham Weintraub

Publicado em 10/07/2020 às 17h24
Atualizado em 10/07/2020 às 17h48
Pastor Milton Ribeiro foi convidado para comandar o Ministério da Educação (MEC)
Pastor Milton Ribeiro foi convidado para comandar o Ministério da Educação (MEC). Crédito: Reprodução/Youtube

O presidente Jair Bolsonaro escolheu Milton Ribeiro para ser o novo ministro da Educação. O anúncio ocorreu no fim da tarde desta sexta-feira (10), pelas redes sociais, e a nomeação já foi publicada e uma edição extra do Diário Oficial. 

Pastor da igreja Presbiteriana em Santos e ligado à Universidade Mackenzie, Ribeiro era o nome do "paulista" citado por Bolsonaro ao se referir aos candidatos ao cargo no MEC, vago por 22 dias, desde a saída de Abraham Weintraub, no mês passado. 

Ribeiro passou a ser cotado esta semana por indicação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, auxiliar de confiança de Bolsonaro. A escolha dele foi considerada um aceno ao grupo de evangélicos e à ala ideológica do governo, que cobravam um nome conservador para dirigir o MEC.

Milton Ribeiro é vice-presidente do conselho deliberativo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, onde foi vice-reitor. Segundo a universidade, Ribeiro é doutor em Educação pela USP e mestre em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ele também tem graduação em teologia e em Direito.

Ele também é integrante da Comissão de Ética Pública da Presidência da República desde maio de 2019. Ele foi a primeira indicação feita pelo atual presidente para o colegiado, cuja função é investigar ministros e servidores do governo. O mandato dele na Comissão de Ética termina em 2022. Mas, para assumir o ministério, Milton Ribeiro está disposto a abdicar do cargo no colegiado.

Milton Ribeiro é o 4º nomeado para comandar o Ministério da Educação (MEC) no governo Bolsonaro. O primeiro, foi Ricardo Vélez, Rodrigues, que ficou 3 meses no cargo. Foi sucedido por Abraham Weintraub, que ficou na função até o dia 18 de junho, e que foi demitido após uma série de polêmicas envolvendo ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para o lugar dele, foi nomeado Carlos Alberto Decotelli, que não chegou a tomar posse, após várias denúncias de inconsistências no currículo. 

Na semana passada, Bolsonaro convidou Renato Feder, secretário no Paraná, mas dias depois ele declinou do convite, após ter sofrido muita resistência da ala ideológica do governo.

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