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Novo ministro da Saúde falou em escolher entre tratar idosos ou adolescentes

Afirmação foi feita em 2019 em um fórum médico. Nelson Teichi foi escolhido por Bolsonaro para substituir Mandetta

Publicado em 16/04/2020 às 20h35
Atualizado em 17/04/2020 às 14h15

Recém-anunciado como novo ministro da Saúde, Nelson Teich afirmou, em 2019, que profissionais da saúde, quando tiverem recursos limitados, deverão levar em conta a idade do paciente ao escolher entre investir no tratamento de idosos ou de jovens.

Ministro da Saúde, Nelson Teichi
Nelson Teichi em discurso logo após ser anunciado como novo ministro da Saúde do governo Bolsonaro. Crédito: Alan Santos/PR

Teich fez essa afirmação em painel no 9º Fórum de Oncoguia. A fala está em vídeo no canal da TV Oncoguia, publicado no dia 25 de abril de 2019. ​

"Como você tem dinheiro limitado, você vai ter que fazer escolhas, então você vai ter que definir onde você vai investir. Então, eu tenho uma pessoa que é mais idosa, que tem uma doença crônica, avançada, e ela teve uma complicação. Para ela melhorar, eu vou gastar praticamente o mesmo dinheiro que eu vou gastar para investir num adolescente, que está com um problema. O mesmo dinheiro que eu vou investir lá, é igual. Só que essa pessoa é um adolescente que vai ter a vida inteira pela frente, e o outro é uma pessoa idosa, que pode estar no final da vida. Qual vai ser a escolha?", disse Teich.

"Duas coisas importantíssimas na saúde hoje são: o dinheiro é limitado e você tem que trabalhar com essa realidade. A segunda coisa é que escolhas são inevitáveis. Quais vão ser as escolhas que você vai fazer, né?", seguiu Teich.

Nelson Teich

Novo ministro da Saúde

"Duas coisas importantíssimas na saúde hoje são: o dinheiro é limitado e você tem que trabalhar com essa realidade. A segunda coisa é que escolhas são inevitáveis. Quais vão ser as escolhas que você vai fazer, né?"

Teich substitui Luiz Henrique Mandetta no comando do Ministério da Saúde. Mandetta foi demitido por Bolsonaro após discordar dos posicionamentos do presidente em meio à pandemia do novo coronavírus.

Bolsonaro é contra o isolamento social, medida indicada por autoridades em saúde pública para conter o vírus e que tem sido aplicada por outros países. O presidente brasileiro teme os efeitos na economia e minimiza a Covid-19, doença letal que ele chamou de "gripezinha".

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