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'Não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar', diz Bolsonaro

Presidente voltou a minimizar a gravidade do novo coronavírus, que vitima, principalmente, idosos. Ele faz 65 anos neste sábado

Publicado em 20/03/2020 às 19h47
Atualizado em 20/03/2020 às 19h48
Presidente Jair Bolsonaro diz que fez dois testes que deram negativo para coronavírus, mas não mostrou os resultados. Crédito: Isac Nobrega/PR
Presidente Jair Bolsonaro diz que fez dois testes que deram negativo para coronavírus, mas não mostrou os resultados. Crédito: Isac Nobrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro voltou a minimizar nesta sexta-feira (20) a gravidade do coronavírus e afirmou que só fará um novo exame para saber se foi contaminado caso haja recomendação do médico da Presidência da República.

Em entrevista à imprensa, na qual vestia uma máscara cirúrgica, o presidente lembrou que sobreviveu a uma facada na campanha eleitoral de 2018 e disse que não vai ser uma "gripezinha" que irá derrubá-lo.

"Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar, não. Se o médico ou o ministro me recomendar um novo exame, eu farei. Caso contrário, me comportarei como qualquer um de vocês aqui presentes", afirmou.

O presidente realizou dois testes, um no dia 12 e o outro no dia 17. Nas redes sociais, ele informou que ambos deram negativo, mas não mostrou documento formal das análises.

A "Folha de S.Paulo" solicitou à Secom (Secretaria Especial de Comunicação) da Presidência da República cópia do exame em duas oportunidades, mas não obteve resposta.

Até o momento, mais de 20 integrantes da comitiva presidencial que viajaram aos Estados Unidos no início deste mês foram diagnosticados com a doença.

"PESSOA ESPECIAL"

Nesta sexta-feira, o presidente ressaltou que é uma pessoa especial pela função pública que ocupa e ressaltou que os exames de seus familiares também deram negativo.

"Eu sou uma pessoa especial pela função que eu ocupo, obviamente. Mas fiz dois exames, minha família fez também e deu negativo. Se o medico da Presidência da República e até o ministro da Saúde, a quem eu sou subordinado a essa questão, achar que eu devo fazer um novo [exame], sem problema nenhum", afirmou.

O QUE DIZ O MINISTRO DA SAÚDE

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também presente na entrevista, disse que o resultado de um exame médico é uma questão íntima e que interessa apenas ao paciente.

"Os exames do paciente são do paciente. O seu exame e o seu prontuário são da sua intimidade. A gente não faz divulgação do exame nem seu, nem meu, nem de ninguém", disse. "Se tiver positivo ou negativo, cabe a ele, presidente, ou ao seu medico comunicar", emendou.

Ele ressaltou que teve a informação de pessoas que têm invadido a rede de laboratórios que testam o coronavírus para tentar acessar o prontuário de autoridades e famosos. O ministro classificou a iniciativa como "meio mórbida".

"Tem gente procurando saber, parece uma coisa meio mórbida, entrando dentro de sistemas de computador de laboratórios para saber nomes de pessoas públicas que eventualmente tenham feito exames. Isso tem de ter limite", ressaltou.

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 O novo vírus é apontado como uma variação da família
coronavírus. Os primeiros foram identificados em meados da década
de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde.
 O novo vírus é apontado como uma variação da família coronavírus. Os primeiros foram identificados em meados da década de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde. Tumisu | Pixabay
 A doença provocada pela variação originada na China foi nomeada
oficialmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como
COVID-19, em 11 de fevereiro. Ainda não está claro como ocorreu a
mutação que permitiu o surgimento do novo vírus.
 A doença provocada pela variação originada na China foi nomeada oficialmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como COVID-19, em 11 de fevereiro. Ainda não está claro como ocorreu a mutação que permitiu o surgimento do novo vírus. mattthewafflecat | Pixabay
 A OMS emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de
2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma
misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11
milhões de habitantes, sétima maior cidade da China e a número 42
do mundo.  
 A OMS emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes, sétima maior cidade da China e a número 42 do mundo.  . Google Earth
O surto inicial atingiu pessoas que tiveram alguma associação a um
mercado de frutos do mar em Wuhan – o que despertou a suspeita de
que a transmissão desta variação de coronavírus ocorreu entre
animais marinhos e humanos.  
O surto inicial atingiu pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar em Wuhan – o que despertou a suspeita de que a transmissão desta variação de coronavírus ocorreu entre animais marinhos e humanos.  . shutterstock
A primeira morte por coronavírus aconteceu na China, no dia 9 de
janeiro. Um homem de 61 anos foi a primeira vítima. As pesquisas apontam que a primeira transmissão ocorreu de animal
para humano. E depois passou a ocorrer de pessoa para pessoa.
A primeira morte por coronavírus aconteceu na China, no dia 9 de janeiro. Um homem de 61 anos foi a primeira vítima. As pesquisas apontam que a primeira transmissão ocorreu de animal para humano. E depois passou a ocorrer de pessoa para pessoa. Pixabay
Ao menos três estudos científicos já divulgados apontam que homens
idosos com problemas de saúde são os mais vulneráveis. A idade
média das primeiras vítimas era de 75 anos, segundo o Comitê
Nacional de Saúde da República Popular da China.
Ao menos três estudos científicos já divulgados apontam que homens idosos com problemas de saúde são os mais vulneráveis. A idade média das primeiras vítimas era de 75 anos, segundo o Comitê Nacional de Saúde da República Popular da China. Pexels
Foram identificados sintomas como febre, tosse, dificuldade em
respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de
pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda
grave.
Foram identificados sintomas como febre, tosse, dificuldade em respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave. Pexels
De acordo com informações da OMS, o
novo coronavírus já se espalhou rapidamente em 166 países e
territórios. Fora da China, região onde se concentra o maior número de casos,
Irã, Coreia do Sul e Itália são os que têm registrado crescimento
alarmante de vítimas da doença. 
De acordo com informações da OMS, o novo coronavírus já se espalhou rapidamente em 166 países e territórios. Fora da China, região onde se concentra o maior número de casos, Irã, Coreia do Sul e Itália são os que têm registrado crescimento alarmante de vítimas da doença. . CNA
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e
nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio
é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar
os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo.
Ainda não há nenhum tratamento específico o Covid-19 e nem mesmo uma vacina, por isso, a melhor maneira de evitar o contágio é com higienização das mãos. Também é importante evitar tocar os olhos, nariz e boca, o ideal, é usar um lenço para fazê-lo. Pixabay
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