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Lote contaminado da cerveja Capixaba estava na fábrica da Backer

Bebida, segundo a Polícia Civil mineira, é igual à vendida sob o rótulo Belorizontina, mas nela foram encontradas duas substâncias tóxicas

Publicado em 13/01/2020 às 18h27
Atualizado em 15/01/2020 às 09h24
Cerveja Capixaba, fabricada pela Backer, também estava contaminada com substâncias tóxicas. Crédito: Reprodução/Backer
Cerveja Capixaba, fabricada pela Backer, também estava contaminada com substâncias tóxicas. Crédito: Reprodução/Backer

De acordo com informações passadas pela Polícia Civil de Minas Gerais, o lote contaminado da cerveja Capixaba foi encontrado dentro da fábrica da Backer, em Belo Horizonte. A bebida é exatamente a mesma vendida sob o rótulo Belorizontina segundo a Polícia Civil mineira, mas apresentou, além do dietilenoglicol, uma segunda substância tóxica: o monoetilenoglicol.

Os primeiros detalhes da apreensão foram divulgados no início da tarde desta segunda-feira (13). No total, já são três lotes de cerveja contaminados: o L1-1348, o L2-1348 e, agora, o L2-1354. Em todos foram encontradas substâncias tóxicas suspeitas de terem causado a morte de um idoso e a internação de outras dez pessoas, entre elas um capixaba.

Este número de vítimas, porém, ainda pode aumentar, já que, pelo menos, mais seis casos estão sendo investigados. “As provas colhidas no final de semana são alicerce do nosso trabalho investigativo. Podemos afirmar a existência da síndrome nefroneural e a compatibilidade com a contaminação por dietilenoglicol”, afirmou o delegado Wagner Pinto, chefe da PC de Minas Gerais.

Além do lote da Capixaba encontrado na cervejaria, a investigação também recolheu garrafas lacradas nas casas de consumidores e em estabelecimentos comerciais. “Encontramos as substâncias tóxicas em toda a cadeia, mas por enquanto não é possível avaliar se houve sabotagem”, explicou o delegado.

AS MEDIDAS ADOTADAS NO ES

Nesta segunda-feira (13), a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) publicou uma portaria para que as vigilâncias sanitárias municipais vistoriem o comércio para impedir a venda dos dois lotes da Belorizontina, conforme orientação do Ministério da Agricultura. Agora, com a identificação da substância tóxica também em um lote do rótulo Capixaba, uma nova determinação será publicada nesta terça-feira (14), com o mesmo objetivo.

A Sesa também esclareceu que a rede assistencial de saúde recebeu orientações para o atendimento e na identificação dos pacientes, a respeito dos sintomas desencadeados pela contaminação. Assim como os profissionais já foram instruídos a notificar a secretaria em qualquer caso suspeito. Até esta tarde, porém, não havia tido nenhuma notificação no Estado.

Cerveja Belorizontina é a mesma vendida sob o rótulo Capixabas. Crédito: Reprodução/Backer
Cerveja Belorizontina é a mesma vendida sob o rótulo Capixabas. Crédito: Reprodução/Backer

Além disso, a pasta também informou que o Procon Estadual e a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) estão conversando para tentar definir uma política de devolução para os clientes que tenham adquirido os rótulos envolvidos. Desde a semana passada, duas redes de mercados capixabas suspenderam a venda de todos os produtos da Backer.

A Gazeta voltou a entrar em contato com a cervejaria nesta segunda-feira (13) para saber o posicionamento da empresa diante dos novos avanços da investigação. Até o momento de publicação desta reportagem, porém, ainda não havia obtido retorno.

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