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Coronavírus

Jornalismo é serviço essencial e não para em quarentena de SP

As redações acompanham uma série de outros espaços que, de acordo com o governador, estarão autorizadas a funcionar

Publicado em 21 de Março de 2020 às 19:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

21 mar 2020 às 19:00
Jornais impressos, televisivos ou digitais são considerados atividades essenciais para a população Crédito: Pixabay
A quarentena decretada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), não vai afetar diretamente o funcionamento dos meios de comunicação. De acordo com o governo estadual, jornais impressos, televisivos ou digitais são considerados atividades essenciais para a população. Por esse motivo, o decreto não impõe restrições à circulação de jornalistas nem à operação das redações.
Durante as entrevistas coletivas de Doria, do prefeito Bruno Covas (PSDB) e demais autoridades municiais e estaduais, o cerimonial do governo dispõe os jornalistas em área arejada do Palácio dos Bandeirantes. Além disso, a fim de evitar a aglomeração, os eventos são transmitidos on-line, e perguntas podem ser enviadas pela internet.
As redações acompanham uma série de outros espaços que, de acordo com o governador, estarão autorizadas a funcionar.
Segundo ele, o decreto, que deve ser publicado nos próximos dias e passa a valer na terça-feira (24), implica o fechamento obrigatório de todo o comércio e serviços não essenciais - lojas, bares, cafés e restaurantes, por exemplo. Restaurantes poderão continuar vendendo no sistema delivery.
O governador afirma que permanecerão funcionando serviços de saúde, alimentação, abastecimento, segurança e limpeza.
Na saúde, ficam abertos hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas. Na área de alimentação, supermercados, padarias e açougues. No caso das padarias, Doria disse ainda que elas poderão vender os produtos (como pão), mas não alimentos preparados (refeições, por exemplo).
Permanecem funcionando ainda transportadoras, postos de gasolina, oficinas de automóveis e motocicletas, serviços de transporte público, táxis, aplicativos de transporte, call center, lojas de pet shop e bancas de jornais. Bancos, serviços bancários, (incluindo lotéricas), também.
"Nenhuma medida aqui anunciada é restritiva ao trabalho das indústrias. A indústria não tem atendimento público", completou Doria. O tucano afirmou que o ramo é fundamental para o atendimento no país.
A medida vai até 7 de abril, mas pode ser renovada, conforme a necessidade. Na entrevista coletiva, ele anunciou que o número de mortes pelo coronavírus no estado de São Paulo subiu para 15, 6 a mais que no último balanço. O Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira, informou que o estado contabilizava 396 casos confirmados.

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