ASSINE

Falso negativo de teste do novo coronavírus engana técnica em enfermagem

Por causa do resultado negativo do teste da Covid-19, Márcia Lima voltou ao trabalho mas continuou com os sintomas

Publicado em 17/06/2020 às 09h09
Atualizado em 17/06/2020 às 09h10
Teste rápido de coronavírus
Teste rápido de coronavírus. Crédito: Prefeitura de Jundiaí/Divulgação

Com o temor provocado pelo novo coronavírus durante a pandemia, muitas pessoas têm procurado atendimento médico para confirmar se estão ou não contaminados. O problema é que, com a pressa para realizar o teste, o resultado obtido pode não ser o verdadeiro. Isso acontece porque é preciso esperar pelo menos 48 horas para o coronavírus ser identificado no corpo.

Foi o que aconteceu com a técnica em enfermagem Márcia Lima Suguyama, 39 anos. No caso dela, entretanto, a pressa tem explicação, já que trabalha na linha de frente da doença em um hospital da capital paulista.

Após acordar no dia 15 de abril com muita dor no corpo, principalmente na cabeça e na garganta, ela disse não ter prestado muita atenção aos sintomas, pensando se tratar de uma sinusite. No dia 16, com dificuldade para se levantar da cama, pela dor no corpo, ela acreditava ser cansaço pela correria do dia anterior. Mas, no dia seguinte, teve início uma forte falta de ar.

"Eu não conseguia subir escadas. Fui trabalhar, mas não conseguia ficar com a máscara. Contei para minha chefe que não estava conseguindo respirar e ela falou para eu ir ao Pronto Socorro fazer o teste. No dia 20, saiu o resultado negativo, mas eu continuei com os sintomas", conta Márcia.

De volta ao trabalho, ela perdeu o olfato e o paladar, mas continuou acreditando que estava com uma crise de sinusite ou com a gripe H1N1, por causa do resultado negativo do teste da Covid-19.

"Fiquei do dia 20 ao dia 29 sem sentir o olfato e o paladar. Minha chefe veio com um perfume um dia e eu disse que não estava sentindo nada. Então, ela falou para eu repetir o exame porque estava dando muito falso negativo por conta desse período de 48 horas que a gente tem de esperar do início dos sintomas. Colhi dia 29 e no dia 1º veio o resultado positivo e eu tive de me afastar."

Como não teve pneumonia, o tratamento de Márcia foi mais simples, sem febre. Após os 14 dias de quarentena em casa, ela retornou ao trabalho. Apenas o olfato e o paladar que demoraram para voltar. "No dia 12 de maio, fiz um teste rápido e deu que eu tive contato com a doença, que criei anticorpos e que não estava transmitindo mais. Então, voltei a trabalhar."

Em casa, o marido, Marcos, 49, também sentiu sintomas da doença e passou pela mesma experiência. Já a filha, Júlia, 6, ficou assintomática e não chegou a ser testada. "Como meu marido também trabalha em hospital, teve de passar para a chefia que eu estava com a Covid. Ele fez o teste e também deu negativo, mas teve todos os sintomas, como diarreia e dor no corpo. Ficou os dois dias em casa enquanto esperava o resultado do exame, e depois voltou a trabalhar."

Depois da confusão com os testes, Márcia retomou a sua rotina, desta vez despreocupada e sem o cansaço de antes.

Este vídeo pode te interessar

A Gazeta integra o

Saiba mais

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.

Logo AG Modal Cookies

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.