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Brasil tem 68 novas mortes por coronavírus em 24 horas

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o total de óbitos no País é de 1.124

Publicado em 11/04/2020 às 18h17
Atualizado em 11/04/2020 às 18h24
Pessoas com síndrome gripal devem ficar isoladas por 14 dias, mesmo sem diagnóstico de coronavírus
Pessoas com síndrome gripal devem ficar isoladas por 14 dias, mesmo sem diagnóstico de coronavírus. Crédito: Mohamed Hassan/Pixabay

Brasil já registra 1.124 mortes pelo pelo novo coronavírus, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados neste sábado (11), com 68 novas mortes nas últimas 24 horas – incremento de 6%.

Na sexta (10), o país passou a marca das mil mortes – e, o mundo, das mais de 100 mil mortes.

O Brasil também ultrapassou os 20 mil casos confirmados de covid-19. São, ao todo, 20.727. No dia anterior, eram 19.638, um avanço de 6%.

O ministério, porém, tem informado que o número real de casos tende a ser maior, já que só pacientes internados em hospitais fazem testes e há casos represados à espera de confirmação.

Reportagem da Folha mostrou que equipes de atenção básica em várias cidades e estados afirmam que a subnotificação ao Ministério da Saúde de casos suspeitos tem sido gigantesca.

Atualmente, o estado de São Paulo é o que lidera em número de casos, com 8.419 confirmações. Em seguida, vêm Rio de Janeiro (2.607), Ceará (1.582) e Amazonas (1.050).

São Paulo tem também o maior número de mortes, com 560 já confirmadas. Entre os estados, apenas o Tocantins não teve óbitos registrados até o momento.

Apesar do alto volume de registros, o ministério tem afirmado que o país ainda está em uma fase inicial da epidemia pelo novo coronavírus.

Alguns estados, no entanto, já apresentam transição para uma segunda etapa, quando há uma "aceleração descontrolada" de casos. A situação ocorre no Amazonas, no Amapá, no Distrito Federal, em São Paulo, no Ceará e no Rio de Janeiro, por exemplo.

Neles, o coeficiente de incidência, indicador que compara o total de casos pela população, já é 50% acima da taxa nacional.

Na sexta, o aumento recente da ocupação de leitos hospitalares levou o Ministério da Saúde a iniciar uma distribuição de 60 respiradores para três capitais: Fortaleza, Manaus e Macapá.

A situação em Manaus já é descrita por membros do governo como próxima de um colapso. Diante do risco, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse neste sábado que o governo pretende instalar um hospital de campanha na cidade.

A unidade deverá ser a segunda do país. Um primeiro hospital está em obras em Águas Lindas (GO), a 57 km de Brasília. Mandetta, no entanto, não quis dar prazo para a obra em Manaus. Já a previsão de entrega da unidade goiana é de duas semanas.

Segundo o ministério, cada um dos hospitais deve ter 200 leitos adaptáveis para unidades de tratamento semi-intensivas, com tubulação e suporte para respiradores.

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