O futuro de Vitória é aquilo que estamos construindo agora. Ele não se escreve sobre uma tela em branco, mas sobre os alicerces lançados por centenas de milhares de mulheres e homens que, ao longo de quase cinco séculos, ajudaram a escrever a história da nossa “Ilha do Mel”.
Fundada em 1551, Vitória teve seu processo de desenvolvimento urbano e econômico intensificado, sobretudo, ao longo do século XX. Foi nesse período que a cidade assistiu à consolidação do Porto de Vitória (lançado em 1906 e inaugurado em 1940), à realização de grandes intervenções urbanas, como o Aterro do Suá, nas décadas de 1970 e 1980, e à ampliação da infraestrutura que redefiniu sua relação com o território.
Um marco decisivo desse processo foi a erradicação dos cafezais entre o final da década de 1950 e o início da de 1960, que intensificou a migração para a Região Metropolitana, em especial para Vitória. Na sequência, a Companhia Vale do Rio Doce inaugurou o Terminal Marítimo de Tubarão (1966), o ramal ferroviário conectando à EMFV (1966) e a primeira Usina de Pelotização (1969), consolidando seus ativos estratégicos em logística integrada e, posteriormente, a Companhia Siderúrgica de Tubarão (atual ArcelorMittal Tubarão) - constituída em 1976 e inaugurada em 1983 – fatos que produziram um impacto profundo sobre a dinâmica socioeconômica da Capital e de todo o Espírito Santo.
Ao final do século XX, foi lançado o projeto “Vitória do Futuro”, que estabeleceu diretrizes estratégicas e urbanas destinadas a orientar o desenvolvimento da cidade nas décadas seguintes. Entramos no século XXI com um horizonte que parecia promissor, especialmente a partir de 2003.
O Espírito Santo saía de um período de caos administrativo, a economia brasileira vivia um ciclo de crescimento e a expansão da exploração de petróleo no mar, impulsionada pelas descobertas na costa brasileira ao longo dos anos 2000, passou a beneficiar diretamente Vitória e o Espírito Santo.
Entretanto, na segunda década do século XXI, esse cenário começou a se alterar. O advento das mudanças no marco institucional do comércio exterior, materializado pela Resolução n° 13/2012 do Senado Federal, levou à quase extinção do Fundap, sob o olhar complacente das autoridades à época. Tal evento encerrou um ciclo que havia impulsionado, por décadas, parte relevante da atividade portuária e logística do estado.
Na prática, os impactos econômicos e fiscais foram profundos. O efeito foi imediato: diversas empresas deixaram a cidade ou reduziram significativamente suas operações no Espírito Santo, provocando retração econômica, perda de dinamismo e desemprego.
Era necessária uma reação articulada de Vitória, por meio de seus gestores públicos, instituições e sociedade civil organizada. Essa reação, contudo, não ocorreu na intensidade e no tempo requeridos. Como resultado, a cidade atravessou quase uma década de estagnação e perdas significativas de oportunidade.
Em 2021, este cenário desolador começou a mudar. A atual gestão realizou um profundo ajuste fiscal, cortou privilégios, desburocratizou o funcionamento da máquina pública, dialogou intensamente com o ecossistema produtivo e de inovação, e a prefeitura finalmente recuperou sua capacidade de investimentos com recursos próprios, criando uma nova dinâmica, melhorando o ambiente de negócios e aumentando a competitividade da cidade. O resultado não tardou a aparecer, na forma de mais empresas, empregos e oportunidades para todos.
Em 2025, o esforço para recuperar o protagonismo e o dinamismo econômico da capital foi reconhecido por dois prêmios nacionais inéditos: o de Cidade mais Inteligente do Brasil (Connected Smart Cities) e o de Melhor Cidade do Brasil, no ranking da revista Veja Negócios, desbancando gigantes nacionais. Esses prêmios, que trazem uma visibilidade positiva extraordinária para Vitória, potencializam os investimentos realizados para o desenvolvimento do turismo e dos serviços intensivos em conhecimento e tecnologia em nossa cidade.
Em novembro do ano passado, foi lançado o Plano Vitória 2030, criado para potencializar o legado secular em um futuro ainda mais auspicioso. O plano prevê mais de R$ 3 bilhões de investimentos, em Educação, Saúde, Segurança, Tecnologia, Urbanismo e diversas outras políticas públicas. Trata-se do maior ciclo de investimentos municipais já visto em nossa cidade.
Vitória é hoje uma cidade que orgulha todos os capixabas. E continua, dia a dia, sendo construída com os corações e mentes de cada morador, servidor, empreendedor e investidor que acredita que o melhor futuro é o que estamos construindo agora.
Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.