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Portos do ES entram na corrida para atrair supernavios

Portos do ES entram na corrida para atrair supernavios

Investimentos robustos nos terminais marítimos prometem abrir as portas do Espírito Santo para o mundo

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 18:03

Navio na baía de Vitória: portos capixabas conectam o Brasil com o mundo Crédito: Vitor Jubini

O Espírito Santo está se consolidando como peça-chave na logística do país, com seus portos e terminais investindo em tecnologia, infraestrutura e expansão de calado para atrair navios de grande porte e otimizar o fluxo de comércio exterior.

De terminais especializados a complexos multipropósito, a batalha pela competitividade global passa pela modernização e pela gestão inteligente, com projetos ambiciosos em andamento, como os desenvolvimentos em Barra do Riacho, em Aracruz — da Vports, do Porto da Imetame, que começa a funcionar no ano que vem, e do Portocel — e no Sul do Espírito Santo, onde o Porto Central está em fase de fase de implantação, em Presidente Kennedy.

Para o subsecretário de Desenvolvimento do Espírito Santo, Celso Guerra, o investimento na área portuária no Estado é uma oportunidade impulsionada pelo crescimento da exportação de commodities no Brasil, principalmente grãos. Em um momento que há estrangulamento de portos como Santos e Paranaguá, o Espírito Santo desponta como alternativa para escoamento da produção.

Mas um desafio é aumentar a capacidade para receber navios maiores que possam fazer transporte de longo curso em vez de navegação de cabotagem, além da necessidade de se melhorar a conexão ferroviária.

Celso Guerra lembra ainda que o investimento em logística é tido como essencial para o Estado no momento de implantação da reforma tributária. O novo sistema de cobrança será baseado no consumo, e não mais na produção.

Diante do cenário, o fortalecimento da logística e a atração de cargas e indústrias tornam-se essenciais para compensar perdas e aumentar a atratividade capixaba. “O Espírito Santo é pequeno, um Estado de 4 milhões de habitantes, e vai sair perdendo porque ele é muito produtor e pouco consumidor, por isso a necessidade de compensar essa potencial perda com aumento da atratividade”, diz Guerra.

Para resolver esses problemas, afirma Guerra, o governo está trabalhando em uma carteira ferroviária e projetos portuários. 

Apesar da reforma tributária, as empresas estão olhando com otimismo, estão investindo em mais infraestrutura porque estão acreditando que vai haver mais carga, construindo aqui um cluster de comércio exterior muito robusto

Celso Guerra

Subsecretário de Desenvolvimento do Espírito Santo

Tecnologia e obras

Nesse cenário, destacam-se investimentos feitos nos últimos anos para aumentar a capacidade dos terminais da Capital e de Vila Velha, preparando-os para as demandas futuras. Administrado pela Vports, primeira e única autoridade portuária privada do país, o Porto de Vitória dobrou a capacidade estática de armazenagem de granéis sólidos, com aumento de 270%, totalizando 191 mil toneladas, desde o início da concessão, há três anos.

O complexo portuário é multipropósito, atuando em contêineres, combustíveis, soda cáustica, gás liquefeito de petróleo (GLP), granéis sólidos (minerais e vegetais), veículos e cargas gerais, além de atender ao setor offshore.

Segundo a Vports, a dragagem e a melhoria dos acessos têm sido prioridades. Recentemente, a empresa investiu cerca de R$ 30 milhões em uma campanha nos Portos de Vitória e Barra do Riacho, garantindo a qualidade operacional. Um marco crucial para a competitividade foi a ampliação das medidas dos navios Panamax autorizados no complexo de Vitória. A partir de estudos técnicos, navios de até 245 metros de comprimento e 32,5 metros de largura (boca) agora podem acessar o porto, aumentando de 504 para 1.089 o número de embarcações aptas a operar.

No campo da tecnologia, a Vports informou que implementou o VTMIS (Vessel Traffic Management Information System), uma tecnologia pioneira no Brasil que funciona como uma torre de controle 24 horas para monitorar a entrada e saída de embarcações, elevando agilidade e segurança.

Outros avanços incluem o uso de softwares de ponta para modelagem matemática, a automação das balanças rodoviárias, a instalação de balança ferroviária em Capuaba e a modernização dos armazéns horizontais. O terminal de contêineres também renovou a infraestrutura, incorporando equipamentos de grande porte, como os MHCs (guindastes móveis), para ampliar a produtividade.

A Vports está desenvolvendo um terminal multipropósito em Barra do Riacho, em uma área de 522 mil m², que integra o Parklog, visando a transformar a região de Aracruz em um grande hub logístico, que contemple granéis sólidos, granéis líquidos, segmento offshore e cargas gerais.

Segundo o diretor-presidente da Vports, Gustavo Serrão, a expectativa é que a primeira licença para Barra do Riacho seja concedida até metade de 2026. Enquanto isso, a autoridade portuária seguirá atuando de forma a captar parceiros para o projeto. O licenciamento, no entanto, é fundamental para criar condições para fechamento de novas parcerias.

Armazém do Porto
Gustavo Serrão, diretor-presidente da VPorts Crédito: Carlos Alberto Silva

Entendemos Barra do Riacho como um grande polo de desenvolvimento para o Estado e temos a possibilidade de contribuir, preparando essa área de 522 mil metros quadrados green field (área sem instalações) para receber investimentos de setores diversos, tornando-se um porto multipropósito.

Gustavo Serrão

Diretor-presidente da Vports

Além disso, a Vports assinou um novo contrato para explorar uma área extra de 70 mil m² em Vila Velha, focada em contêineres, granito, produtos siderúrgicos e fertilizantes, com investimentos previstos de R$ 35 milhões.

A retomada das operações ferroviárias em Vila Velha, conectada à Estrada de Ferro Vitória a Minas e à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), também é vista como um diferencial competitivo para criar uma nova rota logística entre o Centro-Oeste e o Espírito Santo.

Aposta na inteligência artificial

Com quase 60 anos, o Porto de Tubarão, em Vitória, é um complexo portuário que movimenta uma variedade de cargas, sendo um dos principais terminais da Vale. As operações são divididas em diferentes píeres e berços, que se especializam no embarque e desembarque de minério, pelotas, carvão, grãos e combustíveis.

Os píeres 1 e 2 carregam navios com minério de ferro e pelotas. Esses dois berços têm a capacidade de receber navios do tipo Valemax, de até 400 mil toneladas, que costumam levar minério diretamente para a Ásia e outros destinos.

O graneleiro com as velas abaixadas descarregando no Porto de Tubarão
Porto de Tubarão, em Vitória Crédito: Gabriel Lordêllo

Os outros berços, no Terminal de Praia Mole, são dedicados a receber carvão para abastecer a siderurgia e também movimentam fertilizantes, grãos e combustíveis.

A segurança, a otimização logística e a sustentabilidade no Porto de Tubarão são impulsionadas pelo uso intensivo de inteligência artificial (IA) e automação. A IA é crucial para montar o cronograma da complexa fila de navios, definindo qual navio atraca em qual píer e em qual momento, e é usada para determinar a velocidade dos navios Valemax, reduzindo emissões de CO₂ e eliminando multas por espera.

Internamente, a IA gerencia o sequenciamento de equipamentos, como os cinco viradores de vagão e os recuperadores, uma tarefa que envolve mais de 5 mil combinações possíveis de rota entre a descarga e o carregador de navio. Isso garante que a carga certa seja endereçada ao pátio correto, minimizando o tempo de residência do produto no chão e realizando o rigoroso controle de umidade do minério, um requisito de segurança internacional.

Adicionalmente, o porto emprega carregadores de navio totalmente remotos, com sistemas anticolisão, drones para a leitura de calado e drones subaquáticos para inspeção de píeres, diminuindo o tempo de inspeção de quatro para cerca de uma hora e reduzindo riscos para mergulhadores.

Operação com petróleo

Em Vitória, o Porto de Praia Mole, na ponta do Complexo de Tubarão, também vai passar por inovações, com a operação do Terminal de Granéis Líquidos (TGL), da Blue Terminals, empresa da Zmax Group.

A empresa já atuava com o terminal de uso privado (TUP) no canal de Vitória para apoio a embarcações da indústria de petróleo e gás. O novo projeto vai permitir exportação de petróleo pela movimentação chamada ship-to-ship, em que ocorre a transferência do produto de uma embarcação para outra.

Segundo o diretor-executivo da Blue Terminals, Bruno Fardin, esse projeto, com obras previstas para começar no final de 2026 e operações estimadas em 2027, terá capacidade para escoar 100 milhões de barris por ano (14 milhões de toneladas). O calado atingirá 21,5 metros.

Previsão marítima em Ubu

Em Anchieta, o Terminal Marítimo Ponta Ubu, da Samarco, é especializado na movimentação de pelotas de minério de ferro. O porto está preparado para receber navios de até 210 mil toneladas, com capacidade de embarque anual de 33 milhões de toneladas.

A estrutura dispõe, ainda, de pátios de estocagem alfandegados para venda e recebimento de insumos, um píer principal com dois berços de atracação dedicados e um atracadouro para cargas diversas. Segundo Fernando Artilha, gerente da área portuária, a dragagem de manutenção é um procedimento de rotina licenciado, realizado a cada três anos, sendo essencial para manter a profundidade adequada e garantir a segurança operacional.

A inovação tecnológica da Samarco inclui o Berth Alert, um sistema que usa dados meteoceanográficos para prever, com até 60 horas de antecedência, as tensões nos cabos de amarração.

60 horas

ANTES, É POSSÍVEL SABER AS CONDIÇÕES DE EMBARQUE E DESEMBARQUE DE CARGA EM UBU

“Com essa previsão, a ferramenta passou a apoiar de forma direta a tomada de decisão nas operações portuárias, oferecendo mais segurança e precisão na identificação de janelas favoráveis para atracação, permanência e desatracação dos navios. Isso se torna ainda mais importante se considerar que os rebocadores estão posicionados em Vitória, o que exige planejamento antecipado para garantir a continuidade e a segurança das atividades”, afirma.

Além disso, o terminal está em fase de homologação do sistema de folga dinâmica abaixo da quilha (DUKC - Dynamic Underkeel Clearance), que otimiza o tempo de permanência e permite variações na quantidade de carga embarcada, conforme o calado seguro de saída. A Samarco também utiliza IA no controle de estoques (com drones) e no monitoramento de emissões fugitivas de partículas.

Diversificação em Aracruz

Inaugurado em 1978 para escoar a celulose da Suzano e da Cenibra, Portocel passou por uma grande transformação em seu perfil operacional, tornando-se um porto multipropósito. Atualmente, além de celulose, movimenta produtos siderúrgicos, rochas ornamentais, veículos, sal e operações offshore. Em 2024, Portocel movimentou 7,41 milhões de toneladas.

O terminal conta com três berços para navios do tipo Post-Panamax. Com um calado de 13,2 metros, está apto a receber embarcações de grandes dimensões.

Um dos diferenciais tecnológicos de Portocel é o calado dinâmico, sendo o primeiro terminal brasileiro autorizado a adotá-lo. Esse sistema utiliza software para calcular o calado máximo seguro em tempo real, considerando as características específicas do navio, do canal e das condições climáticas, como ondas, ventos e marés.

Isso resulta no aumento da capacidade de carga da embarcação. O terminal também inovou com a incorporação do caminhão autônomo (controlado remotamente) — o primeiro da América Latina em operação portuária — e a implementação de spreader automático e sistemas de visão computacional, aplicando IA para gestão otimizada.

Também em Aracruz, o Imetame Logística Porto pretende ser um moderno complexo multipropósito com mais de 1 milhão de metros quadrados e cinco terminais especializados. Com profundidade de 17 metros, está sendo preparado para receber navios de grande porte que hoje operam com limitações no Brasil, como os New Post Panamax (14.000 TEUs) e navios Capesize.

Imetame Logística Porto (Em construção)
Imetame Logística Porto, em construção Crédito: IMETAME/DIVULGAÇÃO

A construção está avançada, com o quebra-mar norte pronto e 70% da primeira fase da dragagem concluída. A inauguração está prevista para meados de 2026. Para a Imetame, o papel estratégico desse terminal é atender aos maiores navios que trafegam nas rotas internacionais, transformando o Espírito Santo em um porto de concentração de carga e um ponto de escala para linhas diretas de longo curso. O terminal de contêineres terá capacidade anual de 370 mil TEUs, chegando a 1,6 milhão de TEUs na capacidade total.

Assim como outros projetos, o Imetame investe em automação e digitalização, planejando implementar um TOS (Terminal Operating System) robusto, guindastes de cais e pátio totalmente eletrificados e preparados para operação remota, e portões automatizados.

Navegação no Sul

A preparação para a competição global no Espírito Santo é marcada por projetos de alta capacidade e calado profundo, que visam a colocar o Estado nas rotas diretas de longo curso. Um desses projetos é o Porto Central, em Presidente Kennedy.

Empreendimento privado, de águas profundas (projetado para até 25 metros) e multipropósito, o complexo é um dos mais estratégicos do país, com potencial de até 54 berços e capacidade total de 233 milhões de toneladas por ano. Essa profundidade permitirá atender a navios de última geração, como Valemaxs (400 mil toneladas), VLCCs (sigla em inglês para Transporte de Petróleo Bruto de Grande Porte) e porta-contêineres de até 24 mil TEUs. As obras da primeira fase, voltadas para o Terminal de Granéis Líquidos (ship-to-ship de petróleo),

iniciaram-se em dezembro de 2024, com operações previstas para começar em 2027. O objetivo de longo prazo é que o Porto Central se consolide como um hub logístico multimodal do Sudeste, conectado à futura ferrovia EF 118, e um polo de energia renovável (eólica offshore e hidrogênio verde). 

Os portos capixabas

  • 01

    Portocel

    Porto/Terminal: Portocel (Barra do Riacho, Aracruz). Vocação principal: projetado inicialmente para celulose. Atualmente opera como porto multipropósito, movimentando celulose, produtos siderúrgicos, rochas ornamentais, veículos e sal, além de operações offshore. Calado operacional: 13,2 metros. Apto a receber navios tipo post-panamax. Capacidade (Anual/Estática): movimentou 7,41 milhões de toneladas em 2024. Investimentos em tecnologia/modernização Calado Dinâmico: primeiro terminal brasileiro autorizado a adotar este sistema, que calcula o calado máximo em tempo real considerando navio, canal e condições climáticas, aumentando a capacidade de cargas. Automação: incorporou o primeiro caminhão autônomo (controlado remotamente) em operação portuária na América Latina. IA e Visão Computacional: desenvolveu um sistema operacional integrado, aplicando IA para gestão otimizada, eficiente e segura.

    Área do Portocel, em Aracruz
  • 02

    Vports

    Porto/terminal: Vports (Portos de Vitória e Barra do Riacho). É a primeira e única autoridade portuária privada do Brasil. Vocação principal: complexo multipropósito. As cargas vocacionadas incluem contêineres, combustíveis, soda cáustica, gás liquefeito de petróleo, granéis sólidos (minerais e vegetais), veículos e cargas Gerais. Porto tem o único terminal de contêineres do ES (TVV Login-ES). Calado operacional: recebe navios maiores após revisão de norma, permitindo embarcações de até 245 metros de comprimento e 32,5 metros de largura. Dragagem foi realizada em Vitória e Barra do Riacho, com investimento de cerca de R$ 30 milhões. Capacidade: capacidade estática de 660 mil toneladas. Investimentos em tecnologia/modernização — VTMIS (Vessel Traffic Management Information System): tecnologia pioneira e única no Brasil para monitoramento 24h de embarcações, funcionando como uma torre de controle. Digitalização: automatização das balanças rodoviárias e instalação de balança ferroviária em Capuaba.

    Navio da categoria Panamax, com 83 mil toneladas está sendo atracado pela primeira vez no Porto de Vitória
  • 03

    Porto de Tubarão (Vale)

    Porto/Terminal: Porto de Tubarão (Vale). Vocação principal: especializado em minério. Também movimenta carvão, grãos, fertilizantes e combustíveis. Calado operacional: capaz de receber grandes volumes e atender navios de longo curso. Capacidade: embarcou 71 milhões de toneladas de minério no ano de 2024. Investimentos em tecnologia/modernização – Inteligência Artificial (IA): central para otimizar logística. Gerencia a programação dos viradores de vagões e rotas. Automação Remota: carregadores de navio são totalmente remotos, aumentando a segurança e reduzindo a exposição humana a riscos. Drones: drones substituíram as lanchas na leitura de calado dos navios (reduzindo o tempo de parada operacional). Drones subaquáticos realizam inspeções de píeres de forma mais ágil.

    Porto de Tubarão
  • 04

    Porto de Ubu (Samarco)

    Porto/Terminal: Terminal Marítimo Ponta Ubu (Anchieta). Vocação principal (Cargas): minério de ferro e ferro-gusa. Calado Operacional: o berço oeste tem 16,80 metros (mais maré) e o berço leste, 13,10m. Pode receber navios de até 210 mil toneladas. O sistema DUKC (Dynamic Underkeel Clearance) está em fase de homologação. Capacidade: capacidade instalada de 33 milhões de toneladas por ano. Investimentos em tecnologia/modernização  — Berth Alert: sistema desenvolvido em parceria com empresa australiana que utiliza dados meteoceanográficos e um modelo preditivo para estimar tensões nos cabos de amarração com até 60 horas de antecedência, aumentando a segurança. IA e Monitoramento: uso de drones e programas específicos para aumentar a eficiência no controle de estoques. Programas baseados em IA monitoram a eficiência no Recinto Alfandegado. Vetting: sistema rigoroso que avalia o risco ambiental, operacional, humano e regulatório, bloqueando embarcações com alto índice de emissões.

    Imagens do navio que fará o primeiro embarque do Porto de Ubu em cinco anos
  • 05

    Porto da Imetame

    Porto/Terminal: Imetame Logística Porto (Aracruz). Primeira fase prevista para meados de 2026. Vocação principal: complexo multipropósito, com terminais especializados em contêineres, carga geral, granéis sólido e líquido e operação ship-to-ship. Calado Operacional: 17 metros de profundidade. Preparado para receber navios de grande porte que operam com limitações em outros terminais brasileiros (ex: New Post Panamax, de 14 mil TEUs, e Capesize). Terminal de Contêineres: 370 mil TEUs/ano (inicial) e 1,6 milhão de TEUs (capacidade total). Terminal de Granéis Sólidos: 15 milhões de toneladas/ano, com quatro armazéns de 150 mil toneladas de capacidade estática cada. Terminal de Carga Geral: 1,6 milhão de toneladas/ano. Investimentos em Tecnologia/Modernização — TOS (Terminal Operating System): implementação que otimizará planejamento de pátio/cais, agendamento de caminhões e alocação de recursos. Eletricidade e Automação: guindastes (STS e RTG) eletrificados e com operação remota, o que reduz emissões e custos. Portões automatizados, integrados ao TOS (sigla em inglês para Sistema de Operação de Terminal), para fluxo contínuo de veículos.

    Porto da Imetame, no Norte do Espírito Santo
  • 06

    Porto Central Porto/Terminal:

    Porto Central Porto/Terminal: Porto Central (Presidente Kennedy). Empreendimento de águas profundas. As obras começaram em dezembro de 2024. Vocação principal: projetado para ser um hub logístico multimodal e polo de energia renovável. Abrangerá granéis líquidos (petróleo, combustíveis), sólidos (grãos, fertilizantes), minerais, contêineres, gás natural, apoio offshore e estaleiros. Calado operacional: profundidades projetadas de até 25 metros. Isso permitirá o atendimento de navios, como Valemaxs (400 mil toneladas) e porta-contêineres de até 24 mil TEUs. Capacidade: capacidade de até 233 milhões de toneladas por ano. A primeira etapa é licenciada para escoar 1,2 milhão de barris de petróleo por dia por meio do terminal de granéis líquidos.

    Apenas no Porto Central, por exemplo, são R$ 6 bilhões previstos, sendo R$ 2,5 bi na fase inicial.
  • 07

    Blue Terminals

    Porto/Terminal: projeto do Terminal de Granéis Líquidos de Praia Mole (em licenciamento para iniciar as obras de instalação). Vocação principal: exportação de petróleo via operações ship-to-ship (transferência entre navios). Calado Operacional: 21,5 metros de profundidade. Capacidade: 100 milhões de barris, ou 14 milhões de toneladas por ano. Investimentos em Tecnologia/Modernização: A operação de granéis líquidos em Praia Mole será automatizada e focada em segurança.

    Blue Terminals

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