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Prevenção

Saiba se papanicolau precisa ser feito todo ano no SUS ou na rede particular

O exame é feito para detectar lesões causadas pelo vírus do HPV e monitorar o desenvolvimento do câncer de colo de útero

Publicado em 29 de Abril de 2025 às 11:09

Gabriela Maia

Publicado em 

29 abr 2025 às 11:09
O câncer de colo de útero é uma doença que se desenvolve de forma lenta e silenciosa ao longo dosanos Crédito: Freepik
O papanicolau, também conhecido como preventivo, é um exame ginecológico realizado para a detecção do papilomavírus humano (HPV), que é o principal causador do câncer de colo de útero. O procedimento faz uma análise das células das lesões pré-existentes ou que estejam em desenvolvimento nas pacientes. O exame, que tinha recomendação de ser feito anualmente, agora pode ser realizado em um intervalo de 3 anos, no SUS ou na rede particular, a não ser que o médico indique. Entenda por quê.
A ginecologista e obstetra Sandra Helena Pereira explica que o procedimento é feito para analisar o desenvolvimento de um possível câncer nas pacientes. “O preventivo tem um objetivo que é rastrear câncer de colo de útero. Ele pode trazer outros dados como a microbiologia, se tem ou não tem alguma infecção vaginal, mas, no entanto, não é esse o objetivo do exame”, esclarece.
Segundo a médica, o exame passou a ser feito com menos frequência com o avanço da medicina “Quando não se sabia direito o que causava o câncer de colo de útero, fazia-se o papanicolau todo ano. Até de 6 em 6 meses em casos em que a gente julgava mais suspeitos, mas isso é coisa de 20 anos atrás. Tempo depois, descobriu-se que o que causa esse tipo de câncer é o HPV. Então, se a mulher não tem o vírus do HPV, não vai ter risco do câncer de colo de útero, e o exame pode ser espaçado”, afirma.
O câncer de colo de útero é uma doença que se desenvolve de forma lenta e silenciosa, ao decorrer de muitos anos. “Conhecendo a patologia do câncer, e sabendo que ele demora cerca de 3 anos para se desenvolver, a gente conseguiu aumentar o intervalo desses exames, desde que não tenha tido alteração nos anteriores”, destaca Sandra.
Saiba se papanicolau precisa ser feito todo ano no SUS ou na rede particular
“Se os resultados dos dois últimos exames com intervalo de 1 ano forem negativos, sem nenhuma alteração, sem detectar HPV nem lesão pré-cancerosa nenhuma, ele pode ser feito de 3 em 3 anos. Mas tudo a critério do ginecologista.”, completa. 
A especialista ressalta que as mulheres devem ficar atentas e não estender o prazo do exame. “Dando três anos de espaço, a pessoa pode esquecer de voltar com três anos, aí vai vir com quatro, cinco, e aí pode ser tarde.”, destaca.
Além disso, a ginecologista frisa a importância de manter as visitas ao médico durante esse intervalo de um exame para o outro. “A visita ao ginecologista deve ser todo ano, mesmo quando o ginecologista diz que o papanicolau pode ser ser feito a cada 3 anos, até porque o preventivo não é o único exame que as mulheres precisam fazer”, alerta.
No SUS, o exame é feito por enfermeiros nas unidades de saúde e não necessariamente por um médico especialista. “O preventivo não substitui uma consulta", ressalta a ginecologista.
Durante o intervalo, as mulheres devem ficar atentas ao aparecimento de verrugas vaginas, lesões e sangramentos após relações sexuais. Outro ponto a ser destacado é que, caso a mulher tenha tido relações sexuais sem preservativo, considera-se que a paciente se expôs a uma situação de risco, uma vez que o vírus do HPV é sexualmente transmissível. Por isso, a recomendação, nesses casos, é procurar um médico para refazer os exames.

SUS vai substituir o papanicolau

O Sistema Único de Saúde vai substituir o papanicolau pelo exame DNA-HPV, que faz a análise do DNA de cada paciente, o que possibilita detectar a presença do vírus de forma mais precisa e o risco de desenvolvimento da doença até 10 anos antes. No SUS, este exame é recomendado para mulheres a partir dos 25 anos que têm vida sexualmente ativa.
Enquanto o papanicolau faz a análise das células de lesões pré-existentes ou que estejam em desenvolvimento, o DNA-HPV consegue identificar o vírus no organismo do paciente antes mesmo do aparecimento de alguma lesão. O papanicolau ainda vai ser utilizado pelo SUS, mas só em casos de alterações do exame de DNA ou quando o médico julgar necessário. 
O novo exame, por ser mais seguro, poderá ser realizado com o intervalo de 5 anos, além de oferecer a possibilidade de auto coleta, ampliando o acesso à saúde para mulheres que vivem em regiões remotas e que não conseguem fazer consultas com a devida frequência, ou que por motivos pessoais e religiosos não costumam realizar o procedimento.
A vacinação contra o HPV é outro método de prevenção contra esse tipo de câncer e é oferecida pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina, ficando atrás apenas do câncer de mama e do colorretal, além de ser a quarta causa de morte de mulheres por essa doença no Brasil.

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