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Justiça nega pedido de liberdade para policial preso por perseguir ex-namorada

O réu é o policial civil Rogerio Gomes, preso há 33 dias. Em despacho interno, juíza manteve a prisão preventiva

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 15/03/2021 às 21h41
Atualizado em 15/03/2021 às 21h41
Delegacia da Mulher de Vila Velha
Delegacia da Mulher de Vila Velha. Crédito: Leandro Tedesco/TV Gazeta

A Justiça manteve a prisão do policial civil acusado de descumprir medida protetiva contra a ex-namorada, na Grande Vitória. O acusado, Rogerio Gomes, que trabalha na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Vila Velha, foi detido em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva na audiência de custódia.

A prisão aconteceu no dia 12 de fevereiro. Desde setembro de 2020, Rogerio Gomes não poderia se aproximar da residência da ex-namorada. No entanto, naquele dia, segundo registro policial, além de descumprir a restrição de aproximação, o policial também teria enviado mensagens com ameaças e agressões psicológicas.

Ele foi detido por policiais militares e levado à Corregedoria da Polícia Civil, corporação de qual faz parte. Ele foi autuado em flagrante pelo descumprimento da medida protetiva e encaminhado para a Unidade Prisional da Polícia Civil, localizada em Vila Velha. No dia seguinte, a juíza de plantão, Brunella Faustini Baglioli, converteu a prisão em flagrante em preventiva.

No dia 03 de março, Rogerio tornou-se réu na ação penal, uma vez que o Ministério Público o denunciou e a juíza da 9ª Vara Criminal, Hermínia Silveira Azoury, recebeu a denúncia. Na última sexta-feira (12), o pedido de liberdade provisória feita pela defesa do réu foi negada e, consequentemente, a prisão dele foi mantida.

 O advogado que o representou na audiência de custódia foi procurado, mas não foi localizado. A matéria poderá ser atualizada, caso a defesa se manifeste.

A reportagem de A Gazeta enviou um email à assessoria de imprensa da Polícia Civil questionando sobre o processo administrativo aberto contra Rogerio Gomes. A nota possui o mesmo conteúdo das outras duas vezes que a corporação foi acionada pela imprensa.

"A Polícia Civil informa que o servidor segue custodiado no Alfa 10, presídio para policiais civis, em Vila Velha. O inquérito policial e o processo administrativo instaurado pela Corregedoria da Polícia Civil seguem em andamento. Caso o suspeito receba alvará e retorne para suas atividades ele será realocado de unidade, não permanecendo na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Vila Velha."

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