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Verão

Queimadura de sol? Dermatologista explica quanto tempo dura e o que fazer

A queimadura solar é uma reação inflamatória aguda da pele, provocada pela exposição prolongada aos raios ultravioleta (UV) do sol, sem a proteção adequada

Publicado em 13 de Janeiro de 2026 às 08:00

Guilherme Sillva

Publicado em 

13 jan 2026 às 08:00
Queimadura de sol
A queimadura de segundo grau apresenta um tom avermelhado intenso da pele, com formação de bolhas Crédito: Shutterstock/ FotoHelin
O calor não dá trégua nos dias de verão. E ao aproveitar os momentos na praia ou piscina, por exemplo, é preciso cuidado, já  que o excesso de exposição solar pode causar queimaduras de sol dolorosas e desconfortáveis. A queimadura solar é uma reação inflamatória aguda da pele, provocada pela exposição prolongada aos raios ultravioleta (UV) do sol, sem a proteção adequada. Ela também pode ocorrer pela exposição a fontes artificiais de luz UV, como as câmeras de bronzeamento.
A dermatologista Giane Giro diz que o mais frequente é vermos queimaduras de grau leve a moderado. "A queimadura leve, de primeiro grau, deixa a pele avermelhada, dolorida e com ardência, que se resolve em até uma semana".
Já a de segundo grau apresenta um tom avermelhado intenso da pele, com formação de bolhas. "A pele demora um tempo maior para recuperar, com a resolução das bolhas seguida de descamação que pode persistir por mais de uma semana", comenta a médica. A queimadura solar de terceiro grau é rara. Geralmente vemos esse tipo de queimadura por outras causas e não pela exposição ao sol isoladamente.
Prevenir as queimaduras é essencial, já que são fator de risco para o câncer de pele e o principal motivo para evitarmos a exposição ao sol sem proteção. Alguns tipos de câncer de pele estão ligados a exposição crônica ao sol. "Já o melanoma, um tipo agressivo de câncer de pele que pode ser fatal se não for diagnosticado precocemente, está diretamente relacionado às queimaduras solares. Mesmo as queimaduras esporádicas, se tem a presença de bolhas, já são fator de risco para o melanoma", explica Giane.
Além da prevenção do câncer de pele, é importante fazer a proteção solar adequada para reduzir os sinais do envelhecimento cutâneo. "Os danos provocados pela radiação UV podem deixar a pele com a tonalidade irregular e aparência opaca. A curto prazo, já se percebe a piora de manchas como sardas e melasma", conta a dermatologista.
A longo prazo, os danos ao DNA das células são cumulativos e irão levar a piora das rugas, perda da elasticidade da pele, flacidez e aparecimento de manchas como as melanoses solares. A exposição ao sol acelera a perda natural de colágeno da pele, que fica mais fina e envelhecida.

Como evitar a queimadura

A dermatologista explica que para evitar a queimadura de sol é preciso ter alguns cuidados. Como o uso de protetor solar na quantidade recomendada, com reaplicação a cada duas horas enquanto existe a permanência no sol, associado ao uso de barreira física, como roupas e objetos que evitam o contato direto da radiação com a pele, como roupas, chapéus, guarda-sol, entre outros.
O protetor solar deve ser FPS mínimo de 30 para pele morena e mínimo 50 para a pele clara."É importante lembrar que a exposição em ambientes externos com o tempo nublado também pode queimar a pele, pois os raios UV atravessam as nuvens", ressalta Giane.
Outro fator que influencia é o horário da exposição, sendo ideal evitar o sol das 10 horas às 16 horas. Esse é o horário que os raios UVB atingem a superfície da terra com maior intensidade. "Os raios UVB são os principais responsáveis pela queimadura solar e evitar a exposição ao sol neste horário ajuda a reduzir os riscos de queimadura".
Giane Giro, dermatologista
Giane Giro, dermatologista Crédito: Divulgação Giane Giro
Dor e vermelhidão intensa, área extensa da pele com queimadura, inchaço, formação de bolhas, desconforto progressivo e presença de sinais sistêmicos como febre e calafrios, são sinais de que a queimadura solar não foi leve e precisa de cuidados médicos
Giane Giro - Dermatologista
A dermatologista ressalta que uma queimadura leve se resolve naturalmente em uma semana, e a hidratação adequada é suficiente para manter a barreira cutânea íntegra até a recuperação total da pele. "Casos mais extensos ou com bolhas, devem ter atenção aos sinais de alerta para procurar atendimento médico", diz Giane Giro.

O que fazer para diminuir a queimadura e aliviar a dor

Tomar banho frio para refrescar a pele e logo a seguir aplicar um hidratante leve. Outra opção é fazer compressas frias ou banho de aveia. O uso de produtos calmantes com calamina ou Aloe Vera também pode ajudar. 

Nas primeiras horas, o AAS (ácido acetil salicílico) por via oral ou antiinflamatórios como o ibuprofeno ajudam a reduzir o desconforto e a inflamação. 

Não se deve coçar e nem romper as bolhas, o ideal é manter a região limpa e hidratada até a resolução natural através da descamação, que irá eliminar as células mortas e danificadas. 

A hidratação por via oral também é muito importante, pois pode haver perda de líquido através da pele. Casos mais graves podem precisar de hidratação venosa. 

Usar roupas leves para ter mais conforto e evitar qualquer exposição extra ao sol.

O que não deve ser colocado sobre a pele

Após uma queimadura solar, é importante tratar a pele com cuidado para evitar mais danos ou infecções. Um erro muito comum é passar gelo no local da queimadura para aliviar a dor. "O gelo pode provocar uma nova lesão térmica, piorando a inflamação", ressalta a dermatologista.
Os banhos frios ajudam na redução da dor, mas não podem ser por tempo muito prolongado nem com sabonetes irritantes, para não remover a hidratação da pele, alterando a barreira cutânea que já está comprometida pela queimadura. "É importante evitar qualquer produto que contenha álcool na formulação, assim como produtos calmantes pós-sol contendo anestésicos, que podem provocar dermatite de contato", finaliza Giane Giro. 

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