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Entenda a doença

Juliana Paes é a nova embaixadora da campanha contra o câncer de colo do útero

A campanha de conscientização “Por um Futuro Sem Câncer de Colo do Útero” tem como foco a prevenção contra o HPV e o câncer de colo do útero
Guilherme Sillva

Publicado em 

27 fev 2026 às 18:17

Publicado em 27 de Fevereiro de 2026 às 18:17

Juliana Paes
Juliana Paes foi é embaixadora da campanha de prevenção do câncer do colo do útero em 2026 Crédito: Leonardo Franco
A atriz Juliana Paes foi a escolhida embaixadora deste ano da campanha de prevenção do câncer do colo do útero. O Março Lilás, mês oficial da prevenção do tumor, e a atriz irá liderar ações que combinam experiência, influência digital e conteúdo educativo para falar de saúde.
Neste ano, a campanha de conscientização “Por um Futuro Sem Câncer de Colo do Útero”, idealizada pela MSD em parceria com a McCann Health, tem como foco a prevenção contra o HPV e o câncer de colo do útero. O SE CUIDA esteve pressente no lançamento da campanha, que aconteceu em São Paulo, no dia 26 de fevereiro. 
O câncer de colo do útero é o tipo de câncer que mais mata mulheres até os 35 anos no Brasil e o segundo mais letal entre aquelas com até 60 anos, sendo que cerca de 20 mulheres morrem todos os dias em decorrência da doença. "Tenho uma relação de muita proximidade com o meu público e isso acaba sendo um facilitador para passar uma mensagem. A gente fica estarrecida e impressionada com os números da doença no nosso país. É inacreditável que um câncer, que tem tratamento e vacina, continue tirando a vida de várias mulheres jovens", disse Juliana Paes. 
Para a MSD Brasil, a iniciativa visa contribuir para um futuro em que o câncer de colo do útero deixe de ser causa de morte entre as mulheres. “Acredito que um futuro em que o câncer de colo do útero não exista esteja próximo de nós, pois temos uma vacinação que ajuda na sua prevenção. Hoje, o câncer de colo do útero mata cerca de 20 mulheres por dia no Brasil, e esse cenário pode ser mudado por meio da vacinação, dos exames de rotina, e do tratamento das lesões pré-cancerígenas”, diz Fernando Cerino, diretor de Vacinas na MSD Brasil. 

Entenda o câncer do colo do útero

O câncer do colo do útero é um dos tipos mais comuns de câncer ginecológico e está fortemente associado à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV). Esse tipo de câncer se desenvolve na região inferior do útero, conhecida como colo do útero, que conecta o corpo do útero à vagina.

Os sintomas da doença

Sangramento durante ou após a relação sexual;

Sangramento entre as menstruações;

Sangramento depois da menopausa; 

Dor durante a relação sexual; 

Corrimento vaginal com sangue ou com mau cheiro. 

Nos casos mais avançados, podem aparecer outros sintomas, como: Dor na região da pelve ou na parte baixa das costas; Cansaço intenso; 

Problemas nos rins; 

Inchaço e dor nas pernas.

O INCA projeta mais de 19 mil novos casos no país anualmente, sendo o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres de maneira geral. Esses números são a previsão do instituto para o triênio de 2026 a 2028. "A gente precisa da prevenção primária, que é através da vacina e também melhorar a prevenção secundária, através dos exames de rastreamento. Eles precisam ser implementados de forma que a mulher tenha uma continuidade do atendimento", diz a oncologista Rachel Cossetti. 
Aproximadamente 99% dos casos estão relacionados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), que pode ser prevenida pela vacinação. Além disso, a doença pode ser evitada por meio de exames de rotina (Papanicolau e o novo rastreamento, o DNA HPV9) e do tratamento adequado de lesões pré‑cancerígenas. O ideal é realizar o exame de rastreamento independente de qualquer sinal ou sintoma. "Se a mulher tem 25 anos ou mais e já teve relação sexual, tem que realizar o seu exame preventivo ginecológico de rotina. Não precisa ter sintomas, o vírus pode estar lá totalmente assintomático", reforça Rachel Cossetti.
O exame de Papanicolau, amplamente utilizado para detectar alterações celulares no colo do útero, tem sido eficaz, mas a introdução de testes moleculares mais modernos, como o teste de DNA do vírus HPV, oferece uma precisão ainda maior. Estes testes detectam diretamente a presença do DNA viral de tipos oncogênicos do HPV, possibilitando a identificação precoce de infecções persistentes que têm maior probabilidade de evoluir para câncer. Essa precisão permite intervenções mais rápidas e eficazes, reduzindo significativamente a incidência e mortalidade associadas à doença.
O tratamento da doença depende do estágio da doença e pode incluir a cirurgia - retirada do tumor e, em casos mais avançados, histerectomia (remoção do útero); radioterapia (utiliza radiação para destruir as células cancerosas); quimioterapia com o uso de medicamentos para destruir ou impedir a multiplicação das células tumorais; e terapia alvo em casos avançados, que pode ser utilizada para bloquear o crescimento tumoral.
*O repórter viajou a convite da  MSD Brasil

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