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Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 18:03
O ator Henri Castelli teve uma convulsão durante a primeira Prova do Líder do BBB 26, na manhã desta quarta-feira (14). O ator passou mal após 10 horas no teste de resistência e precisou de atendimento médico.>
O ator caiu na piscina de bolinha após passar mal na prova de resistência. Ele começou a convulsionar hoje de manhã e os participantes pediram ajuda da produção. Alberto Cowboy desceu de sua plataforma para ajudá-lo. Ele começou a abaná-lo e a equipe do programa pediu para que retornasse ao seu local.>
A produção avisou que Henri Castelli estava passando bem. "O Henri está sob cuidados médicos e está consciente. Está tudo bem". O ator celebrou a volta ao programa, disse que estava bem e revelou o que passou na prova de resistência. Ele confirmou que médicos falaram que o episódio estava relacionado à exaustão. >
A convulsão é uma manifestação clínica de uma atividade elétrica cerebral anormal, excessiva e hipersincrônica, que ocorre de forma súbita. Essa descarga elétrica desorganizada interfere temporariamente no funcionamento normal do cérebro, produzindo sinais e sintomas como movimentos involuntários, rigidez muscular, perda ou alteração da consciência e, em alguns casos, sensações estranhas, alterações visuais ou comportamentais. "Do ponto de vista técnico, a convulsão é uma forma de crise epiléptica com manifestações motoras visíveis. Nem toda crise epiléptica causa convulsão, mas toda convulsão é uma crise epiléptica", diz o neurologista Arthur Xavier, do Hospital Santa Rita.>
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As convulsões podem ter diversas causas, que variam conforme a idade, o contexto clínico e o histórico do paciente. As principais incluem epilepsia (uma condição neurológica crônica caracterizada pela predisposição a crises recorrentes), traumatismo cranioencefálico, Acidente Vascular Cerebral (AVC), infecções do sistema nervoso central (como meningite, encefalite e neurocisticercose), tumores cerebrais e distúrbios metabólicos, como queda do açúcar no sangue (hipoglicemia), sódio baixo (hiponatremia) e cálcio baixo (hipocalcemia).
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"Outras causas incluem uso abusivo ou interrupção abrupta de álcool e drogas, intoxicações medicamentosas, privação intensa de sono e doenças genéticas ou malformações cerebrais. Em alguns casos, mesmo após investigação completa, não se identifica uma causa clara, o que chamamos de crise de causa indeterminada", diz o médico.>
Arthur Xavier explica que durante uma crise convulsiva, a conduta correta pode evitar lesões e complicações graves. A primeira recomendação é manter a calma. Coloque a pessoa de lado (posição lateral de segurança) para evitar que saliva ou vômito sejam aspirados para os pulmões. "Afaste objetos que possam causar ferimentos e proteja a cabeça com algo macio, se possível. Não tente segurar a pessoa, não restrinja seus movimentos e não coloque nada dentro da boca. Observe o tempo da crise. Chame atendimento médico de emergência se a crise durar mais de cinco minutos, se houver crises repetidas sem recuperação da consciência, se for a primeira crise da vida, ou se a pessoa estiver grávida, machucada ou tiver doença neurológica conhecida". >
O neurologista Leonardo Maciel, da São Bernardo Samp, diz que durante uma crise convulsiva, deve-se proteger o paciente contra traumas, afastando objetos perigosos e posicionando-o de lado (posição lateral de segurança) para reduzir risco de aspiração de saliva, líquidos e comida que pode cair nos pulmões. "Não se deve tentar conter os movimentos, colocar objetos na boca ou administrar líquidos".>
As crises convulsivas podem ser graves, especialmente se prolongadas (mais de cinco minutos), ou crises recorrentes sem recuperação da consciência, ou associadas a trauma, aspiração de conteúdo para o pulmão ou insuficiência respiratória. "Mas a maioria das crises é autolimitada, entretanto o risco de complicações justifica avaliação médica criteriosa", diz o médico.>
Leonardo Maciel
NeurologistaO médico explica que após uma crise convulsiva, o paciente geralmente apresenta período pós-ictal com confusão, sonolência e cefaleia. "Deve-se manter o paciente em ambiente seguro, monitorar vias aéreas e sinais vitais, e buscar causas precipitantes. Avaliação médica é indicada para investigação da causa e orientação sobre risco de recorrência e restrições de atividades".>
Leonardo Maciel reforça que não é normal ter convulsão. Embora prevalente, ou seja, uma doença comum, até 10% da população pode apresentar ao menos uma crise ao longo da vida, a ocorrência de convulsão sempre exige investigação para identificar causas subjacentes e avaliar risco de recorrência. "A maioria dos indivíduos com uma crise única não desenvolverá epilepsia, mas toda crise deve ser considerada um evento potencialmente grave".>
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