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Antes dos 40: o que leva à menopausa precoce, caso de Naiara Azevedo

A cantora descobriu que sofre de predisposição à menopausa precoce e pretende congelar óvulos para realizar o sonho de ser mãe. De acordo com uma ginecologista, o problema afeta cada dia mais as mulheres

Publicado em 16/10/2020 às 09h00
Atualizado em 16/10/2020 às 09h01
A cantora Naiara Azevedo
 Naiara Azevedo descobriu que sofre predisposição ao problema e pretende congelar óvulos. Crédito: Reprodução/Instagram @naiaraazevedo

A cantora sertaneja Naiara Azevedo, de 30 anos, contou, em entrevista à revista Quem, que descobriu ter uma predisposição à menopausa precoce e que, por conta disso, decidiu congelar os óvulos para garantir a realização do seu sonho de ser mãe. A declaração chamou a atenção de muitas mulheres e levou a vários questionamentos.

De acordo com a ginecologista e obstetra Anna Carolina Bimbato, o problema afeta cada vez mais as mulheres. A médica explica que a menopausa é considerada precoce quando o fim definitivo da menstruação acontece antes do 40 anos. "Os sintomas podem ser desde inexistentes aos típicos de uma menopausa normal. Como ondas de calor, irritabilidade, insônia, ganho de peso, ressecamento vaginal, queda de cabelo e diminuição do desejo sexual. Porém, muitas vezes a mulher só descobre a menopausa precoce por dificuldade em engravidar".

Anna Carolina Bimbato

Ginecologista

"Os sintomas podem ser desde inexistentes aos típicos de uma menopausa normal. Como ondas de calor, irritabilidade, insônia, ganho de peso, ressecamento vaginal, queda de cabelo e diminuição do desejo sexual"

Ela conta que o surgimento da menopausa precoce pode estar relacionado a hereditariedade, alterações genéticas, estilo de vida, sessões de quimioterapia/radioterapia e doenças autoimunes.

MAIS CUIDADO

A mulher com menopausa precoce precisa ter mais cuidado porque para produzir estrogênio antes daquelas que estão com o ciclo normal. "A deficiência de estrogênio por um tempo maior do que o normal requer preocupação. O risco de osteoporose, infarto, demência e envelhecimento precoce aumenta. Por isso deve ser avaliada a possibilidade de reposição hormonal, como forma de prevenir essas doenças", explica a médica.

Muitas pacientes descobrem que tem a doença quando estão tentando engravidar. O ginecologista indicará uma série de exames para verificar as taxas hormonais e conseguir identificar se é ou não a menopausa precoce. Para as que pretendem ter filhos no futuro, a melhor indicação é realmente o congelamento de óvulos. "O tratamento é feito com hormônios quando possível. Mas se existirem contraindicações para a terapia hormonal, medicamentos podem ser utilizados", diz Anna Carolina Bimbato.

ÓVULOS CONGELADOS

Por conta de sua predisposição ao problema, a cantora também disse que pretende congelar óvulos para realizar o sonho de ser mãe no futuro. Carlyson Moschen, diretor clínico da Unifert, explica que são duas as recomendações para a mulher que opta pelo congelamento dos óvulos. "Uma é a indicação social, ela escolhe como forma de ter um seguro de engravidar futuramente. A outra,  é por questões de tratamentos, quando ela tem um problema e necessita fazer o congelamento dos óvulos. A maioria dos problemas está relacionado aos tratamentos oncológicos", diz.

A paciente tem que pensar que a idade vai evoluindo e que o óvulo, que é uma célula não renovável, também envelhece. "E esse envelhecimento vai diminuir os índices de gravidez e aumentar as alterações cromossômicas embrionárias, aumentando o risco de aborto. O cuidado é relacionado ao tempo", diz Carlos. 

Carlyson Moschen

Diretor clínico

"A recomendação é que a coleta dos óvulos não passe dos 35 anos, pois a mulher preserva a sua taxa de fertilidade alta e ainda há menor risco de malformação do embrião."

O procedimento é realizado com o auxílio de uma espécie de agulha, que coleta os folículos dos ovários, onde estão guardados os óvulos. Após coletado, os óvulos são mergulhados em uma substância congelante, para que fiquem protegidos e comecem o processo de vitrificação. Eles podem permanecer nesse estado por tempo indeterminado, até que o casal se sinta preparada para utilizar. "Quando a hora certa chega, é realizado o descongelamento e o restante do processo é muito parecido com a fertilização in vitro. Os óvulos descongelados são fecundados com o espermatozoide do parceiro e implantados no útero", explica Carlos. 

O sucesso do procedimento depende muito da idade em que os óvulos foram coletados, a recomendação é que não passe dos 35 anos, pois a mulher preserva a sua taxa de fertilidade alta e ainda há menor risco de malformação do embrião.

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