ASSINE

Ácido tranexâmico: tudo sobre o ativo que ajuda a clarear manchas na pele

Ele tem como função impedir o escurecimento da pele e clarear as manchas como melasma, a hiperpigmentação pós-inflamatória e as manchas solares. Especialistas contam tudo sobre o novo queridinho

Publicado em 28/10/2020 às 06h00
Atualizado em 28/10/2020 às 06h00
Mulher cuidando da pele
O tratamento com o ácido pode ser realizado em todos os tons de pele. Crédito: Reprodução

O surgimento de manchas na pele é muito comum, seja resultado de muito sol, marcas de acne e até melasmas, essas manchinhas  geram um incômodo em quem as hospeda. A boa notícia é que o ácido tranexâmico pode ajudar a resolver esses problemas. Apesar de ser uma novidade no universo do skincare, o ativo é um velho conhecido dos consultórios de dermatologia.

“O ácido tranexâmico tem sido aplicado na dermatologia com a finalidade de clareamento da pele com grande sucesso. Presente em diversas modalidades, inclusive em dermocosméticos, de forma segura e com resultados visíveis e eficazes, eles atuam em mais de uma causa da mancha”, diz a dermatologista Patrícia Friço.

A profissional explica que o ativo é usado nos tratamentos de manchas na pele, principalmente, de maneira injetável, através de comprimidos e de dermocosméticos. “O ácido tranexâmico atua de forma diferenciada dos demais, ele age na via inflamatória, inibindo o estímulo pigmentar proveniente da inflamação e, mais recentemente, descobriu-se que ele também atua sobre a vascularização muito ligada às lesões do melasma”, pontua.

“O ácido também é indicado para tratar de alguns casos de olheiras, como as mistas - causadas pela vascularização e pigmentação da pele”, acrescenta

Dependendo do caso, o tratamento também pode ser realizado através da medicação de uso oral, que possui ação anti-inflamatória, ou de dermocosméticos que, assim como a versão injetável, mostram-se eficientes e já vêm sendo utilizados por muitos dermatologistas. “O uso oral ou intradérmico não deve, de forma alguma, ser realizado sem acompanhamento médico. No caso do uso de produtos aplicados sobre a pele, é importante ressaltar a necessidade de combinar com o uso do filtro solar com FPS alto, cor e amplo espectro pela manhã. Desta forma, conseguimos um resultado ainda melhor”, orienta a médica.

Aliado do skincare

Segundo Patrícia, muitas vezes, para ter um resultado ainda melhor é indicada a terapia conjunta que combina o procedimento clínico ao uso do produto em casa. “Para essa combinação, sugere-se um produto com base sérum, suave, de rápida absorção, e que contenha uma composição com outros ativos calmantes e suavizantes, como a niacinamida por exemplo, que ajuda a reduzir irritações e manchas”, destaca ela.

No caso de adesão dos produtos que contenham o ativo, a dermatologista aconselha a procura por fórmulas que combinam o ácido tranexâmico com o ácido kójico que inibe a tirosinase, por exemplo. “Essa combinação promove uma atuação completa sobre o processo de formação da mancha e uma resolução mais rápida e eficiente do quadro”, acrescenta a dermato.

Quem pode usar?

Ana Flávia Moll

Dermatologista

"Ele não causa sensação de ardência, descamação ou vermelhidão, o que torna o tratamento mais seguro para todo tipo de pele"

Por se tratar de pigmentação, algumas dúvidas surgem em quem tem pele negra, já que a produção e concentração de melanina é maior, mas a também dermatologista Ana Flávia Moll garante que não há riscos. O ácido tranexâmico pode ser utilizado em qualquer tipo de pele, inclusive na pele negra com segurança”, afirma.

“Ele não causa sensação de ardência, descamação ou vermelhidão, o que torna o tratamento ainda mais seguro. Principalmente no tratamento dos melasmas, no qual é importante que não haja essa irritação na pele”, explica Ana Flávia.

O tratamento pode ser realizado em qualquer época do ano, inclusive no verão. A dermatologista salienta apenas que o uso dermatológico não é recomendado durante a gestação.

Cuidados que devem ser tomados antes do uso do ácido

Uma das vantagens do ativo é que seu uso não exige uma grande preparação prévia. Ana Flávia explica que antes do procedimento, é recomendado apenas o uso de sabonetes específicos e, nas clínicas, é realizado o chamado “drug delivery”.

“É realizado laser e microagulhamento, como uma “porta de entrada” na pele. São feitos pequenos ferimentos na pele, para que, em seguida, seja feita a aplicação do ácido tranexâmico, porque desta forma ele consegue penetrar melhor na cútis”, finaliza.

A Gazeta integra o

Saiba mais
Saúde Beleza

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.